22/08/2023
Cotidiano Em Alta Saúde

São Vicente inaugura novo PS e pede apoio de prefeitos para a Unidade 2

Aportes da Itaipu garantem usina fotovoltaica, Casa de Apoio, Usina de Oxigênio e autossuficiência, mas déficit de R$ 2,5 milhões para custeio preocupa

Odacir Antonelli, diretor do Hospital São Vicente, unidades 1 e 2 (Foto: Vittor Guimarães/RSN)

O Hospital São Vicente de Paulo, a mais tradicional instituição filantrópica de saúde da Região Central, vive um momento de paradoxo: enquanto celebra avanços tecnológicos históricos, enfrenta uma batalha financeira para manter o atendimento conforme a demanda de pacientes. O diretor e benfeitor da instituição, Odacir Antonelli, lançou um apelo direto aos prefeitos da região para que contribuam com o custeio da Unidade 2, localizada no bairro Cidade dos Lagos.

Dr. Eduardo, diretor clínico do São Vicente Foto: Vittor Guimarães/RSN)

Atualmente, o déficit mensal de operação é avaliado em R$ 2,5 milhões. De acordo com Antonelli, a conta não fecha porque a estrutura atual exige um esforço dobrado. “Estamos utilizando recursos de um hospital para atender dois”. Ele se refere à manutenção simultânea das Unidades 1 (Centro) e 2 (Cidade dos Lagos).

A Unidade 2 tornou-se uma referência regional, especialmente no tratamento oncológico. Pacientes de dezenas de municípios vizinhos chegam diariamente ao hospital em busca de tratamento contra o câncer. É justamente esse fluxo que motiva o pedido aos gestores municipais.

Recebemos pacientes de vários municípios todos os dias. Estamos pedindo a compreensão e a solidariedade dos prefeitos. Pode ser um pouco, mas cada contribuição já vai nos ajudar a diminuir esse déficit de custeio.

PARCERIA COM A ITAIPU

Rovanir, Professora Terezinha Ênio Verri, Cris Wainer e Odacir Antonelli (Foto: Ascom/deputado Zeca Dirceu)

Se o custeio diário é um desafio, a infraestrutura tem dado saltos largos graças a aportes financeiros robustos, com destaque para a Itaipu Binacional. Antonelli anunciou que, em abril, será inaugurada uma usina fotovoltaica orçada em R$ 17 milhões. A obra terá impacto direto no caixa do hospital, reduzindo a conta de energia elétrica que hoje consome R$ 200 mil mensais.

Além da usina solar, a parceria com a Itaipu já rendeu frutos imediatos. Ele cita a inauguração de duas usinas de oxigênio que tornaram o hospital autossuficiente. A Itaipu também doou duas ambulâncias Mercedes-Benz zero quilômetro. O diretor também destacou as emendas de parlamentares e o apoio constante da Câmara de Vereadores de Guarapuava.

VOLUNTARIADO ENTREGA PS DE R$ 1,8 MILHÃO

 

A força da comunidade guarapuavana foi o destaque da manhã desta segunda (9), com a entrega oficial do Pronto-Socorro 2 da Unidade Central. A obra, avaliada em R$ 1,8 milhão, contou com um aporte decisivo de R$ 1 milhão vindo diretamente do Programa de Voluntariado do São Vicente.

Conforme Viviane Siqueira Ribas, presidente do programa, o recurso é fruto de anos de dedicação da sociedade civil. “O dinheiro foi arrecadado em promoções como o Café pela Vida, o Show pela Vida, o Bazar Fixo na Unidade 2, além de diversos eventos e parcerias como o Grenal”. Somente o evento promovido por associações de torcedores das equipes gaúchas Internacional e Grêmio, repassou R$ 100 mil ao hospital.

REFERÊNCIA NACIONAL EM CUIDADOS PALIATIVOS

Apesar das dificuldades financeiras, o cronograma de expansão do São Vicente não para. Nos próximos meses, a região ganhará a Casa de Apoio para Pacientes de Câncer. De acordo com Odacir Antoneli, o espaço está sendo preparado para ser o maior centro de tratamento paliativo do Brasil. Vai oferecer dignidade e acolhimento em momentos críticos da jornada do paciente.

Outra entrega estratégica aguardada é a do HospSUS. Trata-se do Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná. O programa do Governo do Estado deve trazer novos aportes para qualificar o atendimento e a gestão. E também auxiliar na organização da rede de urgência e emergência e no atendimento especializado.

A mensagem final de Antonelli é clara: o hospital está com as portas abertas para salvar vidas de toda a região. No entanto, precisa que as prefeituras vizinhas assumam parte dessa responsabilidade financeira para garantir a sustentabilidade do serviço.

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Cristina Esteche

Jornalista

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