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Secretário diz que pior fase da gripe A passou e fala do novo desafio: a dengue

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Curitiba - O secretário da Saúde, Gilberto Martin (foto), apresentou nesta quarta-feira,22 um balanço da situação epidemiológica da nova gripe no Paraná e aproveitou para mostrar o próximo desafio a ser enfrentado pela Secretaria: a dengue. “Os números mostram que a etapa mais intensa da epidemia da nova gripe já passou e que estamos entrando em uma fase de estabilização. Temos a certeza de que a demanda por assistência à saúde foi atendida neste período e que ninguém que precisou do medicamento ficou sem”, afirmou. Martin disse ainda que com a chegada da primavera, a tendência é que haja uma redução de casos de gripe, porém, isto não significa que a população deve baixar a guarda, mantendo os cuidados com a higiene. “Lavar as mãos e manter as janelas abertas ajudam inclusive na prevenção de outras doenças”, ressaltou. DENGUE- Sobre o desafio de enfrentar a dengue, o secretário destacou: “Fizemos um levantamento que mostra que temos três vírus diferentes da dengue circulando em nosso meio. O que possibilita uma epidemia de dengue hemorrágica. Por esta razão, já estamos treinando os agentes de saúde e reativando os comitês municipais de combate a dengue”, ressaltou. Martin disse que a prevenção é a única maneira de evitar esta epidemia, pois não existe perspectiva para vacina. “Só há uma maneira de prevenir a dengue, que é eliminar os focos de reprodução do mosquito. E neste quesito a participação da população é fundamental, pois a maioria dos focos está nos domicílios”, enfatizou. O Paraná não registrou óbitos por dengue em 2009. No ano passado duas pessoas morreram em conseqüência da doença no Estado. Paraná conquistou avanços O secretário da Saúde, Gilberto Martin, falou sobre alguns dos avanços que o Paraná conquistou enfrentando a epidemia da Nova Gripe, sendo o primeiro Estado a manipular a solução oral para o tratamento infantil e o primeiro a ter os exames descentralizados para o Laboratório Central do Estado (Lacen). “Com a descentralização dos exames, pudemos ter o real cenário da epidemia no estado. Com isso, conseguimos planejar as ações com mais acertividade”, enfatizou. Martin afirmou que o Lacen Paraná já está fazendo o sequenciamento genético do vírus e que a equipe de Vigilância em Saúde continuará monitorando o comportamento da doença no inverno do Hemisfério Norte. “Esperamos que até o nosso próximo inverno a vacina esteja à disposição. Os três Estados do Sul já pediram prioridade ao Ministério da Saúde”, disse. Outros investimentos como na área de assistência à saúde, comunicação e informação e epidemiologia também foram apresentados pelo secretário. Ao todo, o Governo do Estado investiu mais de R$ 22 milhões até o momento para combater a Nova Gripe no Paraná (AEN)

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