Secretário Estadual da Saúde lamenta a morte de Zilda Arns

Curitiba – O secretário Estadual da Saúde, Gilberto Martin, divulgou nota nesta quarta-feira (13) lamentando a morte da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, vítima de um terremoto no Haiti. Veja a nota:

“Poucas pessoas têm o poder e o dom da transformação de problemas em solução e menos ainda de mortes em vidas. Uma destas pessoas era a Dra. Zilda Arns. Ela marcou a vida de milhares de paranaenses e brasileiros, além de mudar a saúde pública no Brasil. Mostrou como boa vontade e esforço podem ser suficientes para alterar um panorama sombrio.
A escolha pela Saúde Pública – com o objetivo de salvar crianças pobres de problemas comuns na época, como mortalidade infantil, desnutrição e violência – já mostrava claramente o caminho que a Dra. Zilda Arns iria trilhar. Ao aliar a saúde e a educação fundou uma das instituições mais fantásticas, exemplo para o mundo, a Pastoral da Criança. Baseou-se no milagre da multiplicação, descrito na bíblia, para colocar em prática o milagre da multiplicação de informações, que se tornou o milagre da vida.
Mas seu trabalho vai além da sua mais famosa criação. Coordenou a vacinação contra a poliomielite para combater a primeira epidemia da doença, em União da Vitória. Criou um método próprio e que foi adotado pelo Ministério da Saúde. Depois do sucesso com a Pastoral da Criança, em 2004 iniciou o trabalho com a Pastoral do Idoso, que seguia o mesmo luminoso caminho.
Embora não seja de conhecimento público, Dra. Zilda foi servidora da Secretaria Estadual de Saúde, a partir de 1982, tendo inclusive atuado como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria. Servidores públicos até hoje lembram com carinho das lições aprendidas e momentos vividos ao lado da fundadora da Pastoral da Criança.
Momentos que ficarão marcados na vida de familiares, amigos, colegas e milhares voluntários e de crianças que hoje estão vivas graças ao seu trabalho. Momentos que ficarão marcados, em Florestópolis, onde a Pastoral da Criança começou em 1983 um projeto-piloto. Ou ainda nos 4.060 municípios brasileiros onde a instituição desenvolvia suas ações.
Com a morte da Dra Zilda Arns, perde o Paraná, perde o Brasil e o mundo todo um exemplo de ser humano que adotou como objetivo de vida semear a paz, saúde e a esperança. Ela se despede de nós da mesma forma que pautou toda a sua vida, em uma missão humanitária”.

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