SISPPMUG delibera por “operação tartaruga” de dois dias. Entidade vai entrar com mandado de segurança no MT

Guarapuava – O Sindicato dos Servidores Públicos e Professores Municipais (SISPPMUG) deliberou em assembleia realizada no final da tarde desta terça-feira, dia 23, por uma “operação tartaruga” nos dias 1o e 2 de julho.
Os funcionários que aderirem ao movimento vão trabalhar até às 10 horas (pela manhã) e até às 15 horas. O restante do tempo desses dois períodos será destinado à mobilização em frente a Prefeitura.
“Só sairemos de lá quando formos recebidos”, garante a presidente do Sindicato Ediane Gomes de Lima.
O movimento paredista foi proposto e aprovado depois que o SISPPMUG esgotou as possibilidades de negociação com a Prefeitura.
A entidade reivindica 38% de reposição salarial acumulada nos últimos três anos. O prefeito Fernando Ribas Carli em entrevista coletiva na manhã de hoje, dia 23, disse que o município não pode arecar com despesas sem saber se poderá pagar no ano que vem. “A crise está aí e a arrecadação do município está em queda. Não posso ir contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, ressaltou.
Para a presidente do Sindicato, isso é apenas uma desculpa. “A LRF prevê gastos com a folha de pagamento de até 52%. pelos últimos estudos do quadrimestre a administração investe apenas 42%, então há margem de sobra para a reporsição salarial. Se há falta de dinheiro a orientação que se dá é que cortem os gastos com cargos comissionados”, diz Ediane.
A intenção do SISPPMUG, caso não haja nenhuma negociação após a “operação tartaruga” é de greve geral. A entidade também vai entrar com mandado de segurança no Ministério do Trabalho para que o prefeito encaminhe para a Câmara um índice de reposição por mínimo que seja. “Isso é lei e o prefeito é obrigado a cumprir”, diz a sindicalista.
NA CÂMARA – Durante a sessão desta terça-feira servidores municipais lotaram as dependências da Câmara e durante a sessão Ediane ocupou a tribuna para falar sobre o tema.
Os vereadores Admir Strechar, Gilson Amaral, Nélio Gomes da Costa, Eva Schran, Thiago Cordova, João Napoleão e Sadi Federle se solidarizaram com os servidores.
Fernando Alberto dos Santos e Maria José Mandu Ribas ficaram de agendar uma conversa entre o Sindicato e o prefeito.
“Nunca fomos recebidos pelo prefeito e só fomos conhecer o gabinete quando o então prefeito em exercício Jorge Massaro nos recebeu. Ele acenou com a possibilidade de reposição a partir de estudos que seriam feitos pelo Contador Ildo Belin, mas agora parece que trudo zerou, infelizmente”, disse Ediane.

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