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Prefeito diz que não pode doar terreno para a Sociedade Rural.

Transferência do Parque de Exposições divide opiniões no setor do agronegócios

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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A construção de um novo parque de exposições em Guarapuava deverá passar por amplo debate envolvendo o Sindicato Rural, a Sociedade Rural, núcleos e associações de produtores e outras entidades organizadas. A observação é feita pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri em entrevista concedida à RSN. De acordo com o secretário há entidades que se posicionam contrários à retirada do Parque pela localização privilegiada em que se encontra, enquanto há outras que defendem o contrário.

“Há quem entenda que o Parque de Exposições Lacerda Werneck precisa ser transferido para outra área, mas quem diga que não há essa necessidade levando em conta a atual localização. Por isso, é preciso criar um amplo debate devendo prevalecer a vontade da maioria”, diz o secretário.


O vice-presidente da Sociedade Rural de Guarapuava que também preside o Sindicato Rural, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, lembrou que uma nova área para a Sociedade Rural vem sendo reivindicada há mais de cinco anos. “Era para ser às margens da BR 277 e o novo parque seria construído em módulos podendo abrigar também um Centro de Eventos. Isso venderia a imagem do município a quem passasse pela rodovia”, afirmou.

O presidente da Sociedade Rural, Johann Zuber lembrou que a cessão em comodato por parte do município à entidade acaba no final de 2011. “Já estivemos reunido com o prefeito e falamos sobre o Parque, mas agora há impossibilidades. Por ser final de mandato o prefeito disse que não pode contrair dívida e deixar para o próximo prefeito pagar”.


Em entrevista à RSN, o prefeito Fernando Ribas Carli disse que o Poder Público não pode doar um terreno para uma entidade privada, como é o caso da Sociedade Rural.
“O espaço não pode ser construído para se utilizar uma vez e ficar ocioso o resto do ano, pois a manutenção é cara. O Parque teria que gerar um retorno”, observou. Para Carli, uma das alternativas seria a administração municipal fazer uma concessão de uso com a iniciativa privada administrando o espaço.

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