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POLÊMICA

Zuckerberg promete ajudar a esclarecer vazamento de informações do Facebook

A empresa Cambridge Analytica, acusada de explorar os dados dos usuários, foi contratada pela campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se comprometeu a ajudar a esclarecer o vazamento de informações de aproximadamente 50 milhões de usuários da rede social. O caso veio à tona nessa quarta (21). A polêmica envolve o Facebook e a empresa de consultoria política, Cambridge Analytica. Zuckerberg garantiu estar disposto à colaborar como for preciso e evitar que dados sejam novamente explorados indevidamente para influenciar campanhas eleitorais na Índia e no Brasil. As informações são da Agência Brasil. "Nós temos a responsabilidade de proteger seus dados [dos usuários], se não pudermos, não merecemos atendê-los", declarou. A consultoria é acusada de ter usado dados de cerca de 50 milhões de usuários do Facebook e ter influenciado eleições de maneira indevida. A companhia obteve as informações em 2014 e utilizou os dados para desenvolver uma aplicação que "previa e influenciava decisões dos eleitores", segundo reportagens publicadas pelo jornal The New York Times e pelo Canal britânico 4. Segundo as reportagens, a consultoria também poderia agir em eleições na Índia e este ano no Brasil. Em entrevista exclusiva, na noite dessa quarta (21) à rede de tv norte-americana CNN, Zuckerberg afirmou estar disposto até mesmo a ir ao Congresso brasileiro se for chamado para testemunhar e ajudar. Ele admitiu ter ocorrido o que chamou de "quebra de confiança". Mais cedo, já havia publicado um pedido de desculpas em sua página oficial na rede social. Durante a entrevista à rede CNN, Zuckerberg afirmou estar profundamente triste e reafirmou que vai adotar as ações necessárias para proteger os dados de usuários e "dificultar" a coleta de dados de informações por "aplicativos desonestos". Ele disse que a empresa se compromete a investigar aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de dados antes de 2014 - quando a rede social reduziu bastante o acesso de dados. No momento, o Facebook investiga o vazamento dos dados que supostamente teriam sido usados pela empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica, contratada pela campanha presidencial de Donald Trump em 2016. PARCERIA Sobre a parceria com a Cambridge Analytica, Zuckerberg disse ter "se arrependido" de confiar na empresa, em 2015. Segundo ele, naquela época, o Facebook recebeu uma certificação da empresa de que teria apagado os dados dos usuários que havia inicialmente adquirido de maneira indevida. Em outras redes sociais, como o Twitter, vários usuários participaram de uma campanha contra o Facebook, com a hashtag "deletefacebook" (apague o Facebook), em uma crítica à segurança da informação na plataforma. Nos Estados Unidos, as especulações e suspeitas sobre uma interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, para um suposto favorecimento do presidente Donald Trump durante a disputa, é investigada pelo FBI. Agora se discute como redes sociais, entre elas o Facebook, podem ter sido usadas na veiculação de notícias falsas no jogo político internacional e nacional.

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