Após vencer um câncer, Marilise está de volta às pistas de laço

Além da emoção de ser a campeã do torneio, Marilize foi surpreendida por uma homenagem que arrancou aplausos pela vitória na maior 'peleia' da sua vida

Marilise e o retorno às pistas de laço (Foto: Neufer Fotografias)

Como gaúcha que não tem medo de nenhuma ‘peleia’, a laçadora e domadora de cavalos Marilise Michelini, saiu vitoriosa numa das lutas mais difíceis da sua vida. Ela superou um câncer que quando foi descoberto já avançada pelo organismo.

De acordo com a mãe de três filhos e avó de um casal de netos, a doença, as cirurgias, o tratamento agressivo, a privaram de muitas coisas. “Uma delas foi ficar sem poder montar a cavalo, sem poder laçar”.

Assim, a rotina da agricultora que mora em Guarapuava, mudou radicalmente. “Após a cirurgia tive que ficar seis meses na cidade, na casa de tios, até terminar a quimioterapia. Cheguei a ficar com 44 quilos, mas nunca perdi a minha fé”.

Conforme Marilise, foram dois anos de muita provação, dor, sofrimento. Porém a fé que mantém em Nossa Senhora Aparecida e em todos que crê, foi a ponte para que ela pudesse comemorar uma nova vitória.

Assim, após dois anos longe de tropeadas, rodeios e torneios, há cerca de três semanas ela retornou à arena para laçar. E muito mais do que comemorar a vitória sobre a doença, Marilise foi a campeã do torneio no CTG ‘Fogo de Chão’. E a conquista foi em dose dupla. “Minha filha Thuane ficou em segundo lugar. A ‘dobradinha’ mãe e filha está de volta’.

Marilise, o esposo Sebastião e a filha Thuane (Foto: Neufer Fotografias)

A EMOÇÃO

Muito mais do que a emoção do retorno às pistas de laço, Marilise foi surpreendida por uma homenagem. Antes dela entrar na arena, cerca de 350 ‘amazonas’ galoparam e se postaram lado a lado. “Duas alas foram formadas e o locutor Alan Diego contou a minha história. Depois fizeram uma oração de mãos dadas. E eu entrei galopando, chorando de emoção e faz a minha primeira armada”.

De acordo com Marilise, em seguida as ‘amazonas’ galoparam atrás. “Foi muito emocionante. Não conseguir conter as lágrimas. E quando voltei à pista fiz outras quatro armadas e fui a campeã”.

RECONHECIMENTO

Conforme Marilise, nunca se consegue nada sozinho. Por isso, nesse percurso marcado pelo tratamento oncológico, ela quer agradecer aqueles que lhe deram apoio num dos momentos mais difíceis da sua vida.

“Quero agradecer ao CTG Chaleira Preta ao qual minha família pertence. Ao locutor Alan Diego pelas palavras a mim dirigidas. Aos tios Valterlo e Marilda Haeffner por me hospedarem em sua casa durante o tratamento. A todos os amigos, em especial ao Rodrigo Ribas e Ane Carolina pela emocionante homenagem surpresa. E a todos os amigos que estiveram conosco nesta batalha em oração, obrigada a todos foi essa união que promoveu a minha cura, junto com minha família e Nosso Senhor Jesus Cristo. Obrigada e que Deus os proteja grandemente na sua infinita bondade”.

Mas quem mereceu uma homenagem muito especial foram os médicos Leonardo Dequech Gavarrete e Diogo Gavarrete, além da equipe da Oncologia do Hospital São Vicente. “ Eles não são gentes, são anjos”.

E foi ao médico Leonardo Garrete que Marilise entregou o troféu que ganhou no torneio. “Ele me devolveu a alegria de poder continuar vivendo e fazendo as coisas que eu amo fazer”.

Leia outras notícias no Portal RSN.

 

Relacionadas

CULTURA

Biblioteca Pública lança novas edições de projetos infantis

CULTURA

Oficinas virtuais do MON já alcançaram mais de 165 mil pessoas

CULTURA

Grupos de leitura ajudam a adquirir conhecimento na quarentena

Comentários