Ciclista pedala mais de 300 km para incentivar doação de órgãos

A ideia do ciclista surgiu como forma de homenagem após o falecimento de uma amiga que tinha feito transplante de órgãos

Ciclista pedala mais de 300 km para incentivar doação de órgãos (Foto: Divulgação)

André Luiz Montoro é morador de Diamante do Norte e teve um ato que é um exemplo para todos os brasileiros. Isso porque, o ciclista decidiu pedalar mais de 300 km em um único dia para conscientizar as pessoas sobre a doação de órgãos. André saiu da cidade onde mora e seguiu até Maringá, no norte do Paraná.

A ideia do ciclista surgiu como forma de homenagem após o falecimento de uma amiga. “A Fabiana ela era transplantada, rim e pâncreas. Ela sempre precisava fazer hemodiálise, passava por algumas complicações e muitas vezes precisou ir com urgência para o hospital. Eu fundei um bike clube na cidade e ela participava. Ela era muito minha amiga e no fim de 2020, ela teve uma complicação muito grave, o corpo passou a rejeitar os órgãos transplantados”. Fabiana acabou contraindo a covid-19, o que a deixou em estado grave.

No fim de 2020, André decidiu pelo trajeto de bicicleta e teve a ideia de fazer uma campanha em prol da doação de órgãos. “Me preparei, mas a energia principal que me moveu foi minha amiga que perdi. Ela tinha um coração enorme e isso motivou. Graças a Deus eu consegui ir e voltar, foram mais de 13 horas de atividade física, 325 km”. Ele comenta que todo o trajeto foi feito pela BR-376.

Além disso, uma equipe de apoio seguiu junto a André, para que pudesse prestar ajuda em qualquer dificuldade. De acordo com informações, a bicicleta de Fabiana também foi levada na viagem. Para a família dela, a homenagem também reforça a importância de doar órgãos.

Hoje meu sentimento é de gratidão, algumas pessoas já entraram em contato dizendo que viram nosso projeto e que se sentiram motivadas a doar. E, essa é a intenção que tivemos, motivar pessoas.

LÍDER EM DOAÇÃO

Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que o Paraná mantém a liderança nacional em doações no primeiro semestre deste ano. O Estado atingiu a marca de 44,1 doações efetivas por milhão de população (pmp), acima dos demais estados e da média nacional que fechou em 15,8 pmp.

De janeiro a junho de 2020, foram 558 notificações de potenciais doadores e 252 doações, que corresponderam a 385 transplantes de órgãos. Além disso, o Estado se mantém no topo da lista em transplantes renais e em segundo lugar em transplantes de fígado, com uma média de 45,7 e 19,2 pmp, respectivamente.

EM GUARAPUAVA

Em Guarapuava, o Instituto Virmond recebeu 18 doações de órgãos apenas em 2020. De acordo com informações do Instituto, a maioria de homens, com um total de seis doações. Seguido por quatro mulheres e duas crianças. Além disso, o hospital também informou que grande parte do recebimento foi de idosos, foram seis doações.

É importante ressaltar que a maioria dos transplantes feitos no Instituto é de córneas, com oito transplantes. Assim, seguido por rins e coração, com três e dois transplantes respectivamente.

Ainda conforme as informações, quatro destas doações foram feitas após pacientes falecerem por morte encefálica e seis após serem vítimas de parada cardiorrespiratória.

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