Na prática, o conhecimento da sala de aula

Feira de Ciências do Colégio Aliança revela talentos

Jonathan Prates de Paula, Larissa Mateus, Henrique Hirt e Matheus Dall´Agnol (Foto: RSN)

O nome da banda australiana e um dos maiores e mais bem sucedidos grupo de rock, AC/DC, é uma homenagem a Nikolas Tesla, considerado o gênio mais injustiçado da ciência. Pai de diversas invenções não creditadas ao seu nome, Tesla permitiu que o mundo em que vivemos se tornasse real. Sabe por quê? A resposta vem de uma equipe de alunos do Colégio Aliança, em Guarapuava, que durante a Feira de Ciências, nesta quarta feira (15), deram uma aula sobre a vida do eletro-físico.

Tesla assinou a revolução elétrica no mundo a partir da criação da corrente alternada e diversas aplicações para seu uso, como o motor elétrico, o princípio da criação de energia elétrica através de um campo magnético rotativo, ignição elétrica de motores à gasolina; o motor assíncrono giratório, comutadores elétricos, bobina de Tesla, que permitiu a comunicação sem fio (que o diga quem utiliza Wi-Fi), rádios e TV’s , controle remoto por rádio, lâmpada fluorescente… enfim.

Por tudo isso, e muito mais, o seu nome está presente, desde uma unidade de medida para medir a densidade do fluxo magnético, uma cratera na lua, um asteroide, o maior prêmio de engenharia elétrica do mundo até um aeroporto, uma banda de heavy metal, um dia só seu (10 de julho, em diversos países), além de ser personagem do filme O Grande Truque e nomear a marca que promete um futuro verde ao mundo.

A pesquisa feita por Jonathan Prates de Paula, Larissa Mateus, Henrique Hirt e Matheus Dall’Agnol levou mais de dois meses.

Trabalho em equipe (Foto: RSN)

Assim como a equipe acima, Mariana Ferreira do Rosário, Marina Ziegemann, Aislon Souza Horst e Maria Julia Maciel, se dedicaram ao trabalho, mas voltaram as suas atenções à criação de um plástico biodegradável, a partir de uma fórmula muito simples.

“Pegamos  amido de batata, glicerina, vinagre e água e criamos o plástico”, disse Mariana. Segundo a estudante, o material demora apenas 30 dias para se biodegradar, enquanto um plástico feito à base de petróleo leva 450 anos. “Esse plástico que fizemos ainda serve como nutriente para o solo e derrete na água quente”, diz Aislon.

Pensando em facilitar a vida de quem cuida de pacientes com Alzheimer, Rafael Mila Primak, Milena Belli, Bolesdlau Júnior e Matheus Henrrick de Oliveira se uniram para inventar um aparelho que avisa o horário em que o medicamento deve ser aplicado ao paciente.

“Muitas pessoas esquecem do horário de dar o remédio e isso acaba prejudicando quem está doente. Por isso, pensamos numa maneira de ajuda-los”, diz Boleslau.

Em prol de pacientes com Alzheimer (Foto: RSN)

A equipe usou um pote plástico, onde fez quatro divisões para serem colocados os medicamentos. Implantaram minúsculas lâmpadas de led e com um arduíno uno (cedido por uma escola de robótica) e um software de programação de horários. O equipamento dispara quando chega o horário do paciente ser medicado, apontando, inclusive, qual o remédio que deverá ser dado. Esse projeto está disponível no site.

Assim como essas invenções, outras também foram expostas. De acordo com a coordenadora do ensino médio do Colégio Aliança, Ana Maria Klosowski Silvério, ao todo, 23 trabalhos foram criados por equipes compostas por cinco alunos cada. O trabalho começou há cerca de três meses quando foi apresentado o tema.

“Neste ano trabalhamos a Ciência, Tecnologia e a Sociedade”. Segundo a professora, uma vez formadas as equipes, professores orientadores acompanharam o processo criativo dos alunos.

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