O céu desta quarta feira é da Lua

Eclipse lunar (Foto: NASA’s Goddard Space Flight Center)

Ela, a lua, é a musa dos namorados, das pessoas místicas, daquelas que curtem a natureza em toda a sua essência. E a noite desta quarta feira (31) é dela e em dose tripla. Um fenômeno raro, a Superlua, a Lua Azul e a Lua de Sangue, marcam a noite deste dia 31 de janeiro. O fenômeno que não acontecia há 150 anos, vai fazer milhões de pessoas olharem para o céu em várias partes do mundo. Infelizmente, no Brasil, de acordo com a  Nasa, apenas cidades do Norte do país, a maioria no Estado do Acre, poderão ver o eclipse lunar. O que será visível no território brasileiro é Superlua e a Lua Azul.

 De acordo com o site Sputinik, a Superlua, uma lua cheia em seu ponto orbital mais próximo da Terra, será a última de uma série de três: a primeira deu as caras no dia 3 de dezembro e outra em 1º de janeiro. Considerando que esta será a segunda lua cheia em um mês, o fenômeno é classificado também como uma Lua Azul.

De acordo com a NASA, superluas são 14% maiores e 30% mais brilhantes que as luas cheias no apogeu, o ponto mais distante da órbita da Terra.

Durante um eclipse, a lua aparece avermelhada por causa da flexão da luz do Sol ao redor de nosso planeta. É por isso que as luas totalmente eclipsadas também são chamadas de “luas de sangue”. E aqui vai a notícia que deixa o evento ainda mais raro: há um eclipse agendado para o mesmo momento, segundo o Sputinik.

Para nós, brasileiros, os horários serão diferentes. O eclipse começará às 13h48 no horário de Brasília e atingirá o ápice às 15h30. Quem estiver de passagem pelo leste asiático, oeste da América do Norte e pelo Pacífico, porém, terá a chance de ver um evento único.

Para a grande maioria incapaz de estar em uma destas localidades, porém, ainda há uma maneira de observar o satélite. O projeto The Virtual Telescope realizará uma transmissão ao vivo pela internet a partir das 15h30. Imperdível.

A última vez que a Superlua, Lua Azul e a Lua de Sangue ocorreram simultaneamente foi em 1866 e a próxima vez será apenas em 31 de janeiro de 2037. A raridade do evento desperta a curiosidade de diversas áreas, seja pela explicação científica sobre os diferente fenômenos lunares, seja pelo impacto que as posições lunares teriam em nossas vidas e no mundo. A Sputnik ouviu especialistas da astronomia e da astrologia sobre suas diferentes perspectivas em relação aos movimentos celestes.

Perguntado sobre as crenças populares de que as posições da Lua podem causar influência sobre a saúde humana e o comportamento de pessoas e animais, o professor de física da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcelo Souza, foi categórico ao responder se havia uma relação científica que justificasse tais fatos.

“Não. Já fizeram todo o tipo de pesquisa e não tem nada comprovado. O único efeito realmente comprovado são as marés”, destacou.

Segundo ele, “o campo gravitacional da Lua junto com o campo gravitacional do Sol e o movimento do sistema Terra-Lua são responsáveis pela maré.

“A maré acontece por isso. Então aquele ciclo de marés que a gente vê está relacionado diretamente à Lua e o Sol e o movimento entre a Terra e a Lua”, explicou.

O físico também comentou sobre a possível relação científica com o fato de que pessoas gostam de cortar o cabelo de acordo com as posições da Lua. Segundo Marcos Souza, “a relação com a ciência aqui também é zero”.

Já fizeram várias experiências pra poder tirar qualquer dúvida e não teve mudança nenhuma entre você cortar o cabelo na lua cheia, na lua crescente, na lua nova, lua minguante… vai acontecer de qualquer jeito”, concluiu o especialista.

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