22/08/2023

Primeiros toques para o Carnaval já ganham os ares da cidade

À frente está o Move Samba, coletivo que reúne sambistas locais e aposta na cultura popular para recolocar a folia momesca no cotidiano urbano

Carnaval de rua tira os guarapuavanos do chão em ritmo de festa (Foto: Daiana Felchak)

O Carnaval de rua em Guarapuava reaparece com o ritmo firme do samba e a disposição de quem acredita na cidade como espaço de encontro. À frente desse movimento está o Move Samba, coletivo que reúne sambistas locais e aposta na cultura popular para recolocar a folia momesca no cotidiano urbano.

Neste ano, as atividades se organizam em torno do ‘Aterro do Lago’, que recebe a programação desde sábado (14) até a terça de Carnaval. A proposta é clara: movimentar a cidade, ocupar o espaço público e convidar a população a viver o Carnaval. Mesmo em formato mais enxuto, a iniciativa mantém viva a ideia de que o samba também faz parte da identidade guarapuavana.

A pluralidade cultural é outro ponto forte da programação. Antes do samba tomar conta, o hip-hop ocupa o Aterro no sábado, das 15h às 23h, ampliando o diálogo entre expressões urbanas e mostrando que o Carnaval pode ser múltiplo, diverso e aberto a diferentes vozes e corpos. Já no domingo, a partir das 14h30, a criançada ocupa o espaço, com muita música, distribuição de doces, pinturas no rosto. De acordo com o sambista Jabazinho, na segunda, uma roda de samba com o Move Samba dá o tom da festa popular.

Mas na terça (17), a partir das 18h, o espírito carnavalesco ganha fôlego. Conforme Jabazinho, às 14h30 começa a concentração e às 15h30 cortejo sai da Rua XV de Novembro, na esquina com a Saldanha Marinho. E segue em ritmo cadenciado até o Parque do Lago, onde a festa continua com roda de samba. Quem abre a folia é o Samba da Flavia (17h), segue com Dazantyga (19) e Por Acasos (21h).

De acordo com Jabazinho, a ideia surgiu simples e potente. “Fazer o samba caminhar, convidando o público a acompanhar, cantar e ocupar o espaço junto.”

BATERIA

O clima de Carnaval, no entanto, não se limita aos dias oficiais. A bateria mantém ensaios abertos no deck do Parque do Lago, sempre após as 1830, às quintas e aos domingos, às 17h. Os encontros são livres e acolhedores, abertos a quem quiser participar. Conforme Jabazinho, seja para tocar, aprender, observar ou simplesmente sentir o ritmo.

Mais do que preparação para o desfile, os ensaios funcionam como espaços de convivência, formação e construção coletiva do samba.

Para os sambistas, em um tempo em que a rua nem sempre é vista como lugar de festa, o Carnaval de Guarapuava ressurge como gesto cultural e afetivo. Entre o samba, o hip hop e a ocupação do espaço público, o Move Samba reafirma que a cidade também pulsa quando a música ecoa. E que o Carnaval, mesmo contido, segue sendo um poderoso convite à celebração coletiva.

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Cristina Esteche

Jornalista

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