Simulação de acidente choca público pela realidade das cenas

Da Redação

Guarapuava – Uma colisão onde dois veículos prensaram uma moto e a condutora entrou em óbito no local. O motorista de um dos carros dirigia embriagado. O acidente aconteceu na noite de ontem, terça (23), na esquina das ruas Professor Becker e Padre Salvador Renna, entre a Unicentro e Faculdade Campo Real, por volta das 19h30. Chovia nesse horário. Acadêmicos e populares foram atraídos pelo barulho da colisão, das sirenes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. As cenas de socorro dos bombeiros, dos gemidos de dor das vítimas e da reação à prisão do motorista embriagado, chocaram o público.

Entretanto, tudo não passou de uma simulação realizada pelo Conselho Permanente de Trânsito, para chamar a atenção sobre os perigos de dirigir sob efeito do álcool. De acordo com a tenente Beatriz Manfroi, da PM, embora não existam números, a maioria dos acidentes de trânsito em Guarapuava, dos quais muitos são fatais, é provocada por embriaguez no volante e envolvem jovens entre 18 e 25 anos de idade.

As cenas da simulação envolvendo alunos do curso de Enfermagem, da Unicentro, foram tão verdadeiras que muitas pessoas acreditaram que eram reais. “Meu Deus! Fiquei chocado com a morte da menina e tudo por causa de um motorista que dirigia bêbado. Senti um alívio quando vi que era um teatro, mas fica a reflexão”, disse o acadêmico Fabrício de Mello. “Foi muito real e chocante. Eu nunca tinha visto uma coisa assim e chama a atenção para a irresponsabilidade no trânsito”, disse a acadêmica Ana Claudia Amaral.

“Eu estava voltando para casa e me deparei com essa cena horrorosa. Com sempre tem acidente por aqui achei que fosse verdade, mas felizmente, não é. Isso serve de exemplo para os jovens que estão aqui e que ficam consumindo bebidas nesses bares da redondeza”, afirmou Maria Clara de Azevedo.

De acordo com o professor Celso Fracaro, governador do Rotary Clube de Guarapuava, a ação integra o Maio Amarelo, mês destinado à prevenção de acidentes de trânsito. Intervenções, porém, serão realizadas de forma permanente, segundo a tenente Manfroi.

 

 

 

 

 

 

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