22/08/2023
Cotidiano Em Alta Paraná

Sesa alerta para risco de acidentes com serpentes no Verão

O período, que combina calor e umidade, favorece a atividade das serpentes. 80% dos 863 casos registrados em 2025 aconteceu na área rural

Acidentes com serpentes aumenta no Verão (Foto: Emanuel Marques da Silva/SESA)

O Paraná registrou 863 acidentes com serpentes em 2025 e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a tendência de aumento no número de ocorrências no Verão, principalmente em trilhas, jardins e na agricultura. O período, que combina calor e umidade, favorece a atividade desses animais. A maior parte dos casos aconteceu na área rural, que concentrou quase 80% dos registros no último ano.

Um levantamento da Sesa, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), aponta que nos últimos anos houve 910 casos em 2023 e 918 em 2024. Em 2025, os dados preliminares indicam 863 acidentes. Desses, 680 na área rural (680), seguida pela área urbana (171) e periurbana (12).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a prevenção é a principal ferramenta para evitar os acidentes. “As ações, desde o alerta preventivo até a manutenção da rede do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e o treinamento das nossas equipes, garantem que o cidadão tenha o suporte necessário, contribuindo diretamente para a segurança e a sobrevida em casos de acidentes graves de modo rápido e seguro”.

Cerca de 85% dos casos notificados envolvem serpentes do gênero Bothrops (Jararaca, Urutu, Jararacuçu, Cotiara e Caiçara); 12% ao gênero Crotalus (Cascavel); 3% provocados por Micrurus (Coral verdadeira). Cerca de 70% dos pacientes são do sexo masculino. Em aproximadamente 53% das notificações, a faixa etária acometida acontece entre 15 e 49 anos. E isso corresponde ao grupo de idade onde se concentra a força de trabalho.

PREVENÇÃO

Conforme a Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI) da Sesa, o uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos pode evitar cerca de 80% dos acidentes. Recomenda-se essas vestimentas para atividades em matas, trilhas, jardins ou na agricultura. Cerca de 15% das picadas atingem mãos e antebraços. Por isso indica-se o uso de luvas de aparas de couro para manipular folhas secas, montes de lixo, lenha e palhas, por exemplo.

Outra orientação importante para evitar acidentes é manter limpos os arredores das residências. Além disso, evitar o acúmulo de lixo, entulho, materiais de construção e mato alto, que possam atrair roedores. Esses animais são presas naturais das serpentes, e os locais também servem de abrigo para esses animais. Como as cobras se abrigam em locais quentes, escuros e úmidos, a atenção deve ser redobrada ao manusear lenha, palhas e ao mexer em paióis e cupinzeiros.

O QUE FAZER

Em caso de acidente, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão, manter a vítima deitada, hidratada e procurar o serviço de saúde próximo o mais rápido possível. Se possível, e com segurança, levar uma foto ou o próprio animal para facilitar a identificação e a escolha do soro antiofídico correto.

Não se deve fazer torniquete ou garrote, nem cortar, perfurar ou espremer o local da picada. A aplicação de substâncias como pó de café, folhas, álcool ou urina é contraindicada e pode causar infecções. A vítima também não deve ingerir bebidas alcoólicas.

ESTRUTURA

O Paraná conta com uma rede estruturada para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos. Assim sendo existem 225 serviços de saúde de referência distribuídos nas 22 Regionais de Saúde para aplicação do soro antiofídico.

O Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI) em Curitiba, mantém um serpentário. Existem cerca de 350 animais para a produção de plasma hiperimune, matéria-prima dos soros. O CPPI está entre os quatro principais laboratórios produtores do Brasil.

Para orientações, a população e os profissionais de saúde podem contatar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox/PR) pelos telefones: CIATox Paraná – 0800 0410 148 e CIATox Londrina – (43) 3371-2244. E ainda CIATox Maringá – (44) 3011-9127 e CIATox Cascavel – (45) 3321-5261.

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Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 28 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN. @gilson_boschiero

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