22/08/2023
Em Alta Guarapuava Política

Baitala presta contas ao abrir exercício legislativo em Guarapuava

Com orçamento considerado o maior da história de Guarapuava, expectativa gira em torno das metas da administração para 2026

Prefeito Denilson Baitala (Foto: DirCom)

A Câmara de Vereadores de Guarapuava abre oficialmente nesta segunda (9) o calendário legislativo de 2026. É a 1ª Sessão Ordinária do ano. A presença confirmada do prefeito Denilson Baitala (PL) e do secretariado transforma a sessão inaugural em mais do que um rito institucional. Trata-se de um momento estratégico de posicionamento entre Executivo e Legislativo.

Ao subir à tribuna para a prestação de contas do primeiro ano de gestão, Baitala busca consolidar a imagem de um governo que superou a fase de ajustes internos. E que agora entra na etapa de entrega e marca própria. O relatório, com mais de 30 páginas, conforme a Secretaria de Comunicação Social, traz um balanço dos serviços executados em 2025. Um ano que serviu, nas palavras de membros do próprio governo, como período de “estruturação e leitura técnica” do município após a mudança de comando.

O prefeito também chega respaldado por um dado político robusto: o orçamento de 2026, aprovado no fim do ano passado, é o maior da história da cidade. Soma R$ 925,5 milhões. O número representa um crescimento de 3,4% em relação ao orçamento de 2025 (R$ 895 milhões). O que dá margem para que a gestão comece a imprimir diretrizes mais visíveis.

Com a legislatura oficialmente aberta, portanto, Guarapuava entra no segundo ano de governo sob nova direção. E a sessão desta segunda na Câmara de Vereadores, sinaliza  deixa de ser herdeiro e passa a ser cobrador e cobrado por resultados próprios.

INCLUSÃO

A primeira pauta da nova legislatura também carrega valor simbólico e político. Entre os quatro itens da Ordem do Dia, o destaque é o Projeto de Lei 74/2025, de autoria do Executivo, que atualiza a estrutura e o funcionamento do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, além de regulamentar o Fundo Municipal correspondente.

O projeto marca uma tentativa de institucionalização das políticas de combate ao racismo e à desigualdade no município. Portanto, um tema sensível e, por vezes, negligenciado no debate local. A proposta não apenas estrutura o órgão com poder deliberativo, como também dá ao conselho capacidade de gerir recursos públicos, o que naturalmente amplia o peso político e operacional.

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Cristina Esteche

Jornalista

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