22/08/2023
Cotidiano Paraná Segurança

Raman, o cão da perícia, amplia a precisão das investigações no Paraná

Cão perito do Paraná já atuou em 11 cenas de crime e teve 100% de acerto na detecção de sangue, segundo a Polícia Científica


Cão Raman (Foto: PCIPR) AEN

O trabalho pericial no Paraná conta com um reforço de quatro patas que vem chamando atenção pela eficiência. O cão Raman, pastor-belga treinado pela Polícia Científica do Paraná (PCIPR), atua na detecção de vestígios mínimos de sangue em cenas de crime. De acordo com a PCIPR, ele já participou de 11 ocorrências, com resultado positivo em todas elas.

Conforme a perita oficial, Viviane Zibe, o diferencial do cão está na capacidade de varredura em grandes áreas e na precisão para localizar vestígios que muitas vezes passam despercebidos.

Às vezes o local é muito grande, a mancha é muito pequena ou já foi limpo, e isso dificulta a identificação visual pelo perito.

COMO O TRABALHO FUNCIONA

Na prática, o Raman atua como um direcionador da perícia. De acordo com a perita, quando identifica o odor de sangue, ele sinaliza o ponto exato, permitindo que os peritos façam a coleta de materiais ou a aplicação de reagentes para análise em laboratório. Objetos como roupas e armas também podem ser recolhidos para exames genéticos.

O cão é acionado em casos mais complexos, quando há necessidade de apoio para localizar vestígios em ambientes difíceis ou extensos.

RESULTADO EM CAMPO

Os resultados até agora reforçam a precisão de raman. Em testes com veículos e residências, o cão acertou todas as indicações.

Conforme a perita, em carros, o cão sinalizou corretamente um caso positivo e não indicou nos demais, onde não havia vestígios. Já em residências, marcou presença de sangue em quatro locais. “Todos confirmados posteriormente, e não indicou em um caso sem vestígios”.

Mas em uma das ocorrências mais desafiadoras, em uma área de mata extensa, o faro do cão foi decisivo para localizar tanto vestígios no ambiente quanto roupas da vítima em outro ponto distante.

TREINAMENTO CONTÍNUO

O desempenho é resultado de um treinamento iniciado em 2023, que começou com obediência básica e evoluiu para a detecção de sangue em diferentes ambientes e condições. Conforme  a Polícia Científica, o processo segue em constante aprimoramento, acompanhando a complexidade das investigações.

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Cristina Esteche

Jornalista

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