22/08/2023
Agricultura familiar Em Alta Paraná

Jornada da Natureza termina neste sábado com confraternização quilombola

Ação segue até este sábado (6), com distribuição de mais de 32 toneladas de sementes, participação da Conab, MST, comunidades tradicionais e agricultores familiares

MST Jornada Agroecologia (Foto: Juliana Barbosa/ MST)

A 4ª Jornada da Natureza termina neste sábado (6), com plantios coletivos, atividades em parceria com a UFFS e escolas locais. Além de um ato final e confraternização quilombola. A programação, que começou na segunda (1), percorre diferentes territórios do Paraná. São ações de restauração ambiental, educação popular e defesa da biodiversidade.

Um ato de abertura contou com caciques, e com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama-PR), Ralph Albuquerque. Além do Superintendente Geral de Diálogo e Interação Social (SUDIS), Roland Rodolfo Rutyna; integrantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da PRF e do MST.

A abertura ocorreu na Terra Indígena Rio das Cobras, a maior do Paraná, com uma grande ação de preservação ambiental, em Nova Laranjeiras. Conforme a Jornada, houve a semeadura de duas toneladas de sementes da palmeira juçara. Trata-se de espécie fundamental para a Mata Atlântica e ameaçada de extinção. O momento reuniu comunidades indígenas em uma demonstração de força coletiva, conhecimento ancestral e compromisso com a vida.

SABEDORIA ANCESTRAL

De acordo com a organização, mulheres Guarani e Kaingang conduziram a abertura com cantos, danças e simbolismos que reforçaram a conexão entre os povos originários, a terra e a conservação da biodiversidade.

Enquanto o mundo busca soluções para a crise climática, os povos indígenas seguem mostrando, na prática, que cuidar da natureza também é garantir o futuro das próximas gerações.

Ao longo da semana, a Jornada distribuiu de mais de 32 toneladas de sementes de palmeira juçara em territórios indígenas, comunidades quilombolas, áreas da reforma agrária e municípios do Paraná. Parte das sementes, conforme a Jornada, foi lançada por semeadura aérea, com apoio de helicóptero. Já, outra parte chega ao solo por meio de mutirões junto às famílias agricultoras.

Além da Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, a programação passou pela Comunidade Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu; Comunidade Herdeiros da Terra de 1º de Maio, em Rio Bonito do Iguaçu. Assim como por comunidades quilombolas do Vale do Ribeira e pela Comunidade João Surá, em Adrianópolis.

QUEM ORGANIZA

O projeto reúne a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vidas, 18 agricultores fornecedores, o Incra e a Conab. Conforme o projeto, o investimento soma quase R$ 270 mil para a entrega de sementes de palmito juçara e polpa da fruta pelo PAA/CDS.

A Jornada também valoriza a atuação do MST, que organiza comunidades e mutirões de plantio em áreas da reforma agrária. Une agroecologia, recuperação ambiental e permanência das famílias no campo.

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Cristina Esteche

Jornalista

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