22/08/2023
Agronegócio

Fazenda aumenta produção de leite em 50% com gestão e manejo eficiente

Fazenda Barra Preta reorganizou alimentação, estrutura e rotina de ordenha, elevando a média de 26 a 28 litros para 42 litros por vaca

Gado leiteiro (Foto: Armindo Barth Neto)

A Fazenda Barra Preta, em Pitanga, aumentou em 50% a produção média por vaca após reorganizar o manejo das pastagens, a alimentação, a estrutura de cocho e a rotina de ordenha. Com apoio técnico de uma empresa especializada em gestão de propriedades leiteiras, a produção saiu da faixa de 26 a 28 litros por animal para 42 litros, com picos de 45 litros.

O trabalho começou em 2019, quando a propriedade buscou orientação para corrigir problemas produtivos e reprodutivos no rebanho. De acordo com o diretor técnico da empresa Sia Brasil, Armindo Barth Neto, a fazenda já havia avançado no manejo das pastagens. No entanto, a dieta das vacas estava desequilibrada, com excesso de proteína. A primeira etapa, conforme o especialista, foi ajustar o uso do pasto e reorganizar a alimentação fornecida no cocho.

Com as mudanças, o rebanho em lactação passou de cerca de 60 para mais de 90 vacas. Esse crescimento revelou um novo gargalo. Isso porque a  alimentação era feita em uma área simples, a céu aberto, com cochos improvisados. A partir desse diagnóstico, a fazenda investiu em uma estrutura no modelo compost barn, inicialmente pensada para melhorar o fornecimento de alimento. Mas também abriu caminho para a migração do sistema a pasto para o confinamento.

Com o barracão pronto e os efeitos do calor sobre o rebanho, a propriedade passou a confinar as vacas. De acordo com a empresa, a produção média subiu para cerca de 35 litros por animal. Condição que exigiu maior controle da dieta, da cama e da ambiência. Após aproximadamente um ano nesse modelo, a Fazenda Barra Preta implantou a terceira ordenha, alcançando os melhores resultados de produção.

AVANÇO

O avanço ocorreu em meio à queda no preço pago pelo leite. Para Barth Neto, a maior produção ajudou a diluir custos operacionais já existentes, sem exigir nova ampliação de estrutura naquele momento.

Com a terceira ordenha, as vacas aumentaram a produção e houve redução do custo operacional efetivo. A fazenda passou a ganhar mais, mesmo com a queda no preço pago pelo leite.

O gerente técnico da empresa, Marcelo Irala, avalia que a crise de 2025 atingiu com mais força propriedades que já enfrentavam falta de planejamento, baixa eficiência, rebanhos desequilibrados e pouco controle de custos. Para ele, quem pretende seguir na atividade precisa tratar o leite como negócio, com dados, gestão e revisão constante dos processos. “A atividade leiteira precisa ser conduzida nos mínimos detalhes para ser saudável, ter sucessão e atravessar crises que historicamente existem e ainda vão existir.

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Cristina Esteche

Jornalista

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