22/08/2023
Cotidiano Em Alta Guarapuava

Guarapuava é a primeira da comarca com Apadrinhamento Afetivo

Guarapuava conta com 17 padrinhos e madrinhas habilitados para oferecer convivência, afeto e novas experiências a crianças e adolescentes em acolhimento institucional

Apadrinhamento afetivo (Foto: Secom Prefeitura de Guarapuava)

Mais do que oferecer companhia, o apadrinhamento afetivo representa a oportunidade de criar laços capazes de transformar vidas. Em Guarapuava, o programa deu mais um passo importante. Durante a semana teve o primeiro encontro oficial entre os 17 padrinhos e madrinhas habilitados e as instituições responsáveis pela iniciativa.

Trata-se de uma parceria entre a Vara da Infância e da Juventude, a Fundação Proteger e a Prefeitura de Guarapuava. O programa busca proporcionar a crianças e adolescentes acolhidos a convivência com pessoas da comunidade, ampliando suas referências de cuidado, afeto e pertencimento.

Diferentemente da adoção, o apadrinhamento afetivo não tem como objetivo formar uma nova família. Mas conforme a Vara da Infância e da Juventude, oferecer apoio emocional, convivência social e experiências que muitas vezes não fazem parte da rotina de quem vive em instituições de acolhimento. O programa atende, principalmente, crianças maiores de sete anos e adolescentes, que costumam ter menores chances de adoção.

Atualmente, 17 pessoas, das quais nove madrinhas e oito padrinho, estão habilitadas para participar da iniciativa. De acordio com parceiros, tornando Guarapuava a primeira cidade da comarca a implantar oficialmente o programa.

A expectativa é ampliar essa rede de voluntários, permitindo que mais crianças tenham a oportunidade de construir vínculos positivos e criar memórias fora do ambiente institucional.

As inscrições permanecem abertas durante todo o ano. Pessoas maiores de 18 anos interessadas em se tornar padrinhos ou madrinhas podem procurar a Fundação Proteger para receber orientações e iniciar o processo de habilitação, que inclui entrevistas, visitas domiciliares e avaliação psicossocial.

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Cristina Esteche

Jornalista

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