22/08/2023
Cotidiano Em Alta Saúde

Guarapuava terá equipamento contra queda de cabelo na quimioterapia

Cancer Center do Hospital São Vicente terá aparelho de crioterapia capilar, pelo SUS, ainda este ano

Reunião do prefeito Baitala com intermediadores (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

O Cancer Center São Vicente, em Guarapuava, vai ganhar um equipamento de crioterapia capilar. A tecnologia esfria o couro cabeludo durante a quimioterapia e ajuda a reduzir a queda de cabelo em pacientes com câncer. O atendimento será pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A compra entra no Programa Paraná Competitivo, da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, com apoio do Paraná Rosa. A Volkswagen banca a aquisição do aparelho e também a manutenção pelos próximos dois anos. O Lions Club atua como intermediador e executor do projeto.

A previsão é liberar o uso ainda neste ano, depois de finalizados os trâmites burocráticos e os ajustes técnicos no hospital.

COMO FUNCIONA

O equipamento resfria o couro cabeludo enquanto a paciente recebe a quimioterapia. A queda de temperatura reduz o fluxo de sangue na região e diminui a chegada do medicamento aos folículos capilares, o que aumenta a chance de preservar os fios. A indicação varia conforme o tipo de câncer, o protocolo de quimioterapia e a avaliação médica de cada caso.

Mariana Neri, secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, já passou por tratamento oncológico e usou a crioterapia capilar. De acordo com ela, o resultado foi positivo. A secretária reforça que o uso da crioterapia depende de avaliação médica e do protocolo indicado para cada paciente.

ACOMPANHAMENTO ÀS PACIENTES

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres vai acompanhar as pacientes ao longo do tratamento. Para a secretária Laura Vasconcelos, a queda de cabelo pesa na rotina de quem enfrenta a doença:

“Nós entendemos que essa perda do cabelo, essa alopecia, interfere diretamente na qualidade de vida da mulher, também no seu tratamento, e nós queremos fazer esse trabalho junto ao Estado, cuidando dessas mulheres durante esse tratamento e também no acolhimento, que é muito importante, fortalecendo para que elas consigam passar por essa fase tão difícil da sua vida e ficando bem”, afirma Vasconcelos.

Se o projeto avançar em Guarapuava, a ideia é levar o modelo a outros municípios do Paraná.

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Thiago de Oliveira

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. 📧 [email protected]

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