Advogadas se apresentam em defesa de Luis Felipe Manvailer

Defesa de Tatiane rebate: "Mas até Hitler teve apoiadores, muito mais do que este réu preso, suponho. Independentemente disso, o que importa são as provas do caso"

As três mulheres acreditam na inocência de Manvailer (Foto: Assessoria)

As imagens fortes registradas no dia da morte da advogada Tatiane Spitzner, tiveram repercussão internacional, e a comoção foi geral. Porém, a poucos dias do julgamento do acusado de matar Tatiane, a defesa de Luis Felipe Manvailer, informou que três mulheres atuantes na defesa dos direitos da mulher no Brasil, acreditam na inocência dele e se unem com a defesa durante o julgamento na próxima semana.

Elas são enfáticas em afirmar que Manvailer não matou Tatiane. Os advogados da família de Tatiane, foram procurados pelo Portal RSN, e se posicionaram sobre a informação.

Não conheço nenhuma mulher que o defenda. Mas até Hitler teve apoiadores, muito mais do que este réu preso, suponho. Independentemente disso, o que importa são as provas do caso. Os jurados deverão julgá-lo com base nisso, não com base em manifestações em redes sociais.

De acordo com as informações da defesa de Manvailer, “elas se somam na investigação e análise de provas. Estudos, trazem todo seu conhecimento na atuação frente a casos de feminicídio, violência contra mulher, acusações e prisões injustas”. Além disso, destacou que “elas não estarão no plenário, mas estão atuando em toda a análise técnica, dando assistência técnica a defesa de Manvailer”.

Saiba o que cada uma falou sobre o caso:

Janira, do Rio de Janeiro (Foto: Assessoria)

Janira da Rocha Silva Alves de Lima Inácio Silva. É coordenadora Nacional do Instituto Anjos da Liberdade, entidade ligada aos direitos fundamentais e humanos no enfrentamento à erros judiciais e injustiças no Brasil. Além disso, ex-deputada estadual no Rio de Janeiro pelo PSOL.

Janira informou ao Portal RSN que acredita na inocência de Manvailer pois o processo é categórico, o lastro probatório que está sendo elencado pela defesa, em contraposição ao que foi construído pelos agentes públicos é nítido.

Está dito, de forma científica, balizado por vários profissionais, vários técnicos de muita experiência nesta área de que é impossível de que várias acusações e afirmações feitas a Luis Felipe Manvailer, sejam reais. Não basta dizer que foi, pressionados pelo ambiente, pressionados pela verdadeira avalanche midiática que hoje está sobre o caso. Nós não temos que responder por esse senso comum, que está de certa forma, triste e compadecido com o que aconteceu com a Spitzner. Nós temos que olhar para dentro do processo, para as provas do processo para a coerência, e olhando é impossível afirmar que esse rapaz matou essa moça. Ele errou, ele agrediu, deve ser responsabilizado proporcionalmente por isso. Mas será uma grande injustiça ele sair daquele tribunal condenado, pois as provas são categóricas. Ele não matou Tatiane Spiztner.

Além disso, ela disse que a colaboração delas com o caso é a presença feminina.

“Dada o reconhecimento de nossa experiência. Nós atuamos em muitos casos de repercussão nacional. Em muitos casos de injustiça. O que demonstra uma sensibilidade diferenciada para o caso. A presença de mulheres, porque existe uma pecha contra o Luis Felipe de feminicida, então a presença de mulheres, como no meu caso que tem uma tradição de luta feminista traz sensibilidade ao caso”.

Patrícia, do Espírito Santo (Foto: Assessoria)

Patrícia dos Santos Ferreira Cavalcanti. Advogada criminalista atuante no tribunal do júri em crimes relacionados à violência contra a mulher, feminicídios, atuante no atendimento a minorias. Diretora do Instituto Anjos da Liberdade, atuante no Estado do Espírito Santo.

Além disso, Patrícia afirmou que diante deste caso, que salta aos olhos da mídia, ele já foi condenado desde o início, antes mesmo do inquérito policial ter sido concluído.

“Eu como advogada criminalista mulher, que atuo em vários casos de homicídio, violência doméstica, (afirmo que), temos um processo de universo gigante, de manipulações de provas, a indução até mesmo do órgão ministerial trazendo uma discussão que se tem em torno de uma prática de lesão incompatível com o que se fez em todo o início do que podemos dizer que era a principal prova do processo”.

Trazemos uma população diante de uma pessoa que morava em Guarapuava, sabemos que a população foi totalmente manipulada, e nós como advogadas de defesa traremos sim as provas científicas do processo que embasam a defesa e a absolvição. Porque é impossível você ter um homicídio dessa natureza diante das provas técnicas, testemunhais, e não é admissível que alguém seja condenado com provas contrárias aos autos. Queremos sim entender, e fazer entender que houve desproporcionalidade no que tange agressões, mas matar a Tatiane, o Manvailer não matou.

Gracieli, atua na Bahia, Paraná e São Paulo (Foto: Assessoria)

Graciele Bezerra Queiroz. Advogada criminalista atuante no Tribunal do Júri, Núcleo Nordeste, atua em defesa de mulheres vítimas de crimes de vingança de pornografia, violência doméstica e também em casos de feminicídio. Natural de Maceió – Alagoas, com atuações no estado da Bahia, Paraná e São Paulo.

Por fim, Gracieli, afirmou que Manvailer vive um linchamento virtual.

O Luis Felipe Manvailer vive um linchamento virtual, como se fosse a verdade absoluta dos fatos. Existe uma verdade visível que é o desentendimento de ambos. Ao conhecer o processo na íntegra, a certeza que recai sobre os meus ombros, é de que Luis Felipe Manvailer, errou. Errou sim, ao agredir Tatiane. Mas ele não a matou, muito menos a jogou daquele apartamento. O processo, desde o inquérito até a instrução é claro em mostrar, que uma coisa que não aconteceu ali foi um feminicídio. A Justiça neste momento está refém em um show midiático, promovido por um pequeno (com ênfase) grupo que se envaideceu com as luzes dos holofotes. A minha convicção, a que me trouxe até esse processo, é de que Luis Felipe Manvailer será absolvido por ser inocente.

Manvailer deu entrevista exclusiva no fim da semana passada (Foto: Reprodução/Domingo Espetacular)

Entretanto, as provas técnicas e testemunhais, pelas quais se embasam as teorias da inocência de Luis Felipe, não foram citadas pelas profissionais. Ainda de acordo com a defesa de Manvailer, uma quarta advogada, que atua em Arapoti/PR, deve se somar ao grupo da defesa ainda hoje (26), porém, ainda não teve o nome divulgado.

Manvailer durante entrevista à Rede Record (Foto: Reprodução/Domingo Espetacular)

JÚRI

No dia 17 de maio de 2019, a Justiça determinou que o réu ia a júri popular. Entretanto, em 20 de julho de 2020, a Justiça novamente se manifestou. Desta vez, pediu o agendamento do júri. Assim sendo, em 14 de setembro de 2020 a data ficou definida. O Tribunal do Júri está agendado para os dias 3 e 4 de dezembro.

Por fim, no início da semana, a defesa de Manvailer afirmou que o réu está em paz.

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