Apesar da crise financeira, Ambrósio diz que gestão como reitor foi positiva

Ex-reitor da Unicentro fala em conquistas, na colaboração de professores, funcionários e alunos e diz que alguns sonhos "foram fracassados"

Osmar Ambrósio passou o cargo ao novo reitor nesta sexta (7) (Foto: Ascom/Unicentro)

Após duas gestões consecutivas fazendo parte da reitora da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o professor Osmar Ambrósio passou o cargo nesta sexta (7). Quem assumiu a reitoria foi o professor Fabio Hernandes.

Porém, antes de deixar a reitoria, Ambrósio faz uma retrospectiva das gestões, que começou como vice, e há 10 meses se tornou reitor.

“É um balanço positivo”. Assim, ele ressalta que está passando a gestão sem problemas de fiscalização do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Justiça. “Nós estamos com todas as contas da universidade, até 2018, aprovadas. 2019 vai ser analisada agora em 2020”.

De acordo com o ex-reitor, tudo é resultado de um projeto de universidade que foi discutido e aprovado pela coletividade.

“Isso foi no primeiro mandato. E fomos executando o projeto. No segundo mandato, também apresentamos um projeto amplamente discutido e aceito pela comunidade”. Nessas duas gestões Ambrósio era vice de Aldo Bona, então titular da reitoria.

Porém, nos últimos 10 meses, após Aldo assumir a Superintendência de Ensino, Tecnologia e Ensino Superior no estado, Ambrósio se torna titular da reitoria.

Deixei muito claro que o projeto foi construído em conjunto e que caberia a mim, dar sequência a isso. Era a proposta de uma universidade sem ruptura, sem mudanças de rumo, porque entendíamos que o projeto vinha dando certo

De acordo com o professor, a Unicentro vem crescendo, evoluindo, as pesquisas estão fluindo. “A qualificação da formação de recursos humanos está acontecendo de forma adequada. Por isso é um balanço muito positivo”.

Entretanto, ele diz que essa afirmação pode ser contraditória. Ele se refere aos últimos anos quando a Instituição enfrentou uma das maiores crises financeiras da sua história.

“Apesar das dificuldades financeiras que tornaram as coisas difíceis na universidade muitas pessoas abraçaram a causa da universidade e ela vem superando’. Porém, o professor atribui essa superação à “boa vontade” das pessoas da Universidade.

Eu sou muito grato aos professores, funcionários e alunos da universidade, que mesmo nas dificuldades, se reinventaram. Por isso que eu falo que é positivo, não pelas dificuldades, mas pela superação das dificuldades”

SEM RECURSOS

De acordo com o ex-reitor Osmar Ambrósio, as dificuldades financeiras afetaram a Unicentro em vários pontos. “Afetou na questão de bolsas à alunos, participações em eventos, substituições de equipamentos que se tornaram obsoletos, construções e obras que deixaram de ser feitos”.

QUALIDADE DE ENSINO

Para o ex-reitor Osmar Ambrósio, a avaliação do Índice Geral de Cursos (ICG), do Ministério da Educação, mostra que a Unicentro tem um ensino de excelência.

“Isso se deve ao bom trabalho de nossos professores e funcionários que foi acolhido e entendido pelos alunos”.

De acordo com o professor, essa avaliação é abrangente, pois leva em consideração o desempenho dos estudantes no Enade (Exame Nacional de Desempenho). Além da infraestrutura e da qualificação do corpo docente.

“A universidade tem, há 15 anos, um projeto forte de qualificação. Eu poderia dizer, sem medo de errar, que é a universidade que mais se qualificou nesse período”.

INSERÇÕES

“Nós tivemos a oportunidade de estarmos inseridos em projetos da Fundação Araucária, da UGF/Seti (Unidade Gestora do Fundo Paraná/Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior). E esses projetos conseguem proporcionar, somados a qualificação, é um ingrediente importante para os resultados que temos obtidos.

Além disso, a universidade, hoje, já se preocupa muito com a inovação e com a transferência de tecnologia. Os projetos que buscam patente, as pesquisas aplicadas, os convênios com empresas”.

“SONHOS FRACASSADOS”

Apesar de dizer que o balanço da gestão é positivo, o professor reclama da falta de condições de não ter avançado em alguns pontos. Um deles foi em relação ao atendimento aos alunos. “Melhor acolhida, restaurantes universitários. Mas, qualquer projeto nesse sentido é muito oneroso e a universidade teve apenas recursos para se sustentar. Então, esses sonhos foram fracassados”.

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