Após morte de negro, EUA começa a semana com mais protestos

Em Minneapolis, no estado de Minnesota, o negro George Floyd, 46 anos foi morto asfixiado por um policial branco. Foi o estopim

Após morte de negro, EUA começa a semana com mais protestos (Foto: Reprodução/Youtube)

O dia foi de tensão em várias cidades norte-americanas e grandes manifestações foram registradas em pelo menos 30 cidades. De acordo com a BBC, no começo foram pacíficos, mas depois evoluíram para a violência, desde o sábado (30).
Em Los Angeles, uma das cidades mais afetadas pelos protestos, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou estado de emergência. Ele acionou a Guarda Nacional, que pode ser convocada só em caso de emergências. Onze dos 50 estados fizeram a mesma coisa. Entretanto, manifestantes desafiaram a polícia e o toque de recolher e continuaram nas ruas.

Assim como em Los Angeles, outras 23 cidades estão sob toque de recolher das 20h às 6h. Em Nova York, um vídeo mostrou um carro da polícia avançando sobre uma multidão de manifestantes, seguindo informou a BBC. O prefeito Bill de Blasio disse que a situação não partiu dos policiais.

A MORTE DE GEORGE FLOYD

Em Minneapolis, no estado de Minnesota, o negro George Floyd, 46 anos foi morto asfixiado por um policial branco. Foi o estopim. De acordo com a  BBC, cerca de 700 oficiais da Guarda Nacional estão trabalhando com a polícia para fazer valer o toque de recolher imposto na cidade.

Washington, capital dos Estados Unidos, é uma das 75 cidades que acordaram com marcas da convulsão social na qual o país mergulhou nesse fim de semana. Protestos antirracismo que pedem justiça pela morte de George Floyd se espalharam, com episódios de violência.

“A morte de Floyd reacendeu o movimento contra racismo  na polícia, já visto em 2013 e 2014. Mas, desta vez, a revolta chega em meio a uma grave pandemia e a uma crise econômica comparável apenas à Grande Depressão de 1929. Com o maior número de mortos pela Covid-19 no mundo – mais de 104 mil  até agora -, 40 milhões de desempregados e uma ebulição social, os EUA entraram neste final de semana em uma crise histórica”, escreveu a BBC.

SÉTIMO DIA DE PROTESTOS

(Foto: Reprodução/El País)

Esse domingo (31) encerrou o mês de maio com seis dias consecutivos de protestos e junho entra nessa mesma onda. Conforme a BBC, essa foi a primeira vez, desde as mobilizações de 1968, após o assassinato de Martin Luther King Jr, que tantas cidades adotaram a medida ao mesmo tempo como resposta à agitação civil.

Porém, os manifestantes se perdem na pauta inicial das manifestações e já há divergências entre os grupos.No Brookly, em Nova Iorque, por exemplo, manifestantes negros, tentaram evitar que uma loja da rede Target fosse depredada. Outros registros semelhantes começaram a aparecer nas redes sociais, indicando a dissidência.

NA CASA BRANCA

“Nós contra eles” é o discurso que vem sendo repetido pelo presidente Donald Trump, dividindo o país. Esse refrão surgiu na campanha de 2016 e é rebatido na atual campanha à reeleição.

De acordo com a Folha de São Paulo, nesta segunda (1), a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, disse que os EUA precisam de “lei e ordem”. Em entrevista à Fox News, ela atribuiu a violência das manifestações a grupos antifascismo.

No domingo, Trump afirmou, no Twitter, que pretende classificar antifascistas como uma organização terrorista. A mensagem foi republicada pelo presidente Jair Bolsonaro. “No entanto, o antifascismo é uma posição política, e não uma entidade ou partido”.

PARCIALIDADE

Porém, no sábado (30), em discurso na Flórida, Trump afirmou que a memória de Floyd estava sendo “desonrada por vândalos, saqueadores e anarquistas”.

Entretanto, em entrevista à CNN, Susan Rice,  ex-assessora de Segurança Nacional do governo Obama, dá um ‘puxão de orelha’. Disse que se Trump quer prosseguir na luta contra a Antifa, precisa também olhar para os grupos de extrema direita com a mesma atenção.

Porém, Donald Trum repassou a responsabilidade aos governadores de os chamou  de “fracos”. Cobrou deles que “dominem” os manifestantes que vêm saindo em protesto a seis noites, contra o racismo, após a morte de George Floyd. De acordo com a CBS, Trump teve reunião com governadores por videoconferência e os chamou a maioria de fracos.

TRUMP FOI PARA O BUNKER

De acordo com o The New York Times, policiais tiveram de usar bombas de gás para tentar dispersar os manifestantes e garantir a integridade da Casa Branca. Houve quebra-quebra e incêndios em Washington e a Casa Branca ficou às escuras na sexta (29).

O presidente e família foram levados para um ser levado brevemente para um bunker, um abrigo secreto da sede do governo. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro é solidário a Trump.

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