Beto Preto acena com possibilidade de retorno às aulas no PR

Plano piloto de retorno às aulas em 19 de outubro, seria em áreas do PR com menos casos e mortes. Neste caso, Guarapuava se enquadraria

Beto Preto acena com possibilidade de retorno às aulas no PR (Foto: Kharina Guimarães)

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto afirmou hoje durante prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2020, que a retomada das aulas no estado pode estar próxima. “Estamos chegando perto dessa data, pois a curva de casos está caindo”. Além disso, Beto Preto defende que o retorno das aulas presenciais ocorra para instituições públicas e privadas na mesma data.

De acordo com o secretário, “isso é democrático e nivela o conhecimento. A ideia é termos um plano piloto de retorno às aulas em algumas áreas do Paraná com menos casos de incidência e óbitos. Isso vamos fechar nos próximos dias com a possibilidade de retorno no dia 19 de outubro nessas áreas, nestes colégios estaduais”.

Se o plano piloto for elaborado para áreas do Paraná com menos casos de covid-19, Guarapuava pode estar incluída, já que possui um dos menores índices de contágio e de mortalidade para os municípios com população acima de 100 mil habitantes. Entretanto, durante a explanação, Beto Preto frisou que caso isso se confirme, haverá rodízio de alunos, respeitando tudo aquilo que está escrito na resolução Sesa 632.

“Isso implica em distanciamento social, medidas de cautela, lavagem das mãos e tem também vem sendo colocado como meta pela Secretaria Estadual de Educação, que tem agido de maneira republicana”.

Entretanto, conforme o secretário, a decisão será divulgada nos próximos dias. “Devemos bater o martelo nos próximos dias, com a anuência do governador Ratinho Júnior, com um plano piloto de 15 dias nas áreas que temos menos incidência de novos casos e óbitos”.

SÍNDROME INFLAMATÓRIA

Questionado pelo presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Batista (DEM), sobre o retorno às aulas, o secretário Beto Preto insistiu que, além do número de casos e mortes, a taxa de transmissão no Paraná, que está em 0,8, precisa estar em 0,5 para um retorno tranquilo dos alunos. Além disso, Beto Preto demonstrou cautela em razão de uma síndrome inflamatória que está acometendo crianças.

“Foram 11 notificações aqui no estado com três crianças indo a óbito. Ela é secundária ao coronavírus. Digo isso, porque se tem a teoria de que as crianças são assintomáticas, o que não é totalmente verdade observando essa síndrome. Por isso, todas as medidas de cautela estão sendo tomadas. Há um grande grupo que reúne várias frentes para decidir a data dessa possível retomada”.

O impacto da covid-19 marcou a apresentação, referente ao período de 1º de maio até 31 de agosto. Esses foram os meses mais críticos da pandemia no País e no Paraná. “Época em que colocamos em prática nosso plano de contingência, que apesar do grande número de óbitos e casos registrados, conseguimos conter a pandemia ficando entre os estados com menor incidência. Além de não termos deixado nenhum paciente sem atendimento”.

RELATÓRIO

O Paraná fez até agora 700 mil testes RT-PCR, o que coloca o estado na segunda colocação no Brasil no número de exames, atrás apenas de São Paulo. Em relação ao enfrentamento à covid, foram destaque os informes epidemiológicos diários; a distribuição de testes, equipamentos de proteção individual e a forte atuação na fiscalização. De acordo com o diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior, em 31 de agosto, o Paraná tinha 130.500 casos e 3.251 morte. Hoje, são 182.853 casos e 4.575 mortes.

“Notamos uma desaceleração dos casos desde 11 de agosto, no que diz respeito à incidência da covid por 100 mil habitantes. O Paraná apresentou um enfrentamento diferenciado. O coeficiente de mortalidade, tanto em agosto como agora, está em segundo e terceiro lugar no país. Lamento muito o número de óbitos, mas é importante divulgar esses índices. Significa que estamos conseguindo fazer um considerável enfrentamento na medida do possível”.

Outro ponto destacado ao longo da apresentação foi o uso da telemedicina para evitar o deslocamento: 21 mil atendimentos, 10 mil consultas e 585 atendimentos psicológicos. Por fim, no Paraná o governo investiu até 31 de agosto, R$ 682 milhões e mais R$ 290 milhões empenhados no combate da doença.

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