22/08/2023
Em Alta Paraná Segurança Trânsito

BR-277 lidera acidentes e mortes em rodovias federais no Paraná

Rodovia que corta Guarapuava concentra mais de um quarto dos acidentes registrados no estado. Trechos das BRs-376 e 476 também aparecem entre os mais perigosos

Quilômetros 0 a 10 da BR-277 figuram entre os mais perigosos do país (Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN)

A BR-277 foi a rodovia federal com maior número de acidentes e mortes no Paraná em 2025, segundo o Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras. O levantamento considera o período de janeiro a dezembro de 2025 e utiliza dados da Polícia Rodoviária Federal.

No estado, ocorreram 7.616 acidentes em rodovias federais, que resultaram em 592 mortes e 8.525 pessoas feridas. Isso significa uma média de oito mortes a cada 100 acidentes.

A BR-277, principal ligação rodoviária que atravessa Guarapuava – e uma das principais do Paraná -, concentrou 2.155 ocorrências. Isso equivale a 28,3% de todos os acidentes registrados no estado. A rodovia também lidera o número de mortes, com 152 vítimas fatais, ou 25,7% do total.

A duplicação da 277, inclusive, é reivindicação antiga de motoristas. Nos últimos anos, o estado iniciou obras em diversos trechos. O ritmo, no entanto, segue lento. Na região, a principal demanda envolve a área da Serra da Esperança.

COLISÕES LIDERAM

Entre os tipos de acidentes registrados nas rodovias federais do Paraná, as colisões foram as mais frequentes, com 4.649 ocorrências, o que representa 61% do total.

Já a reação tardia ou ineficiente do condutor aparece como a causa mais comum, responsável por 1.331 acidentes (17,5%). Por outro lado, transitar na contramão (ultrapassagens perigosas) foi o fator que mais resultou em mortes no trânsito, associado a 92 ocorrências fatais.

TRECHOS MAIS PERIGOSOS

O levantamento também identificou os trechos de 10 quilômetros mais perigosos do país. Do Paraná, aparece no ranking nacional o trecho entre os quilômetros 0 e 10 da BR-277, no litoral, que figura entre os dez com mais acidentes no Brasil.

Além disso, outros trechos perigosos do estado incluem a BR-376 (km 600 a 610 e km 180 a 190) e a BR-476 (km 170 a 180). Alguns desses corredores são utilizados por motoristas da Região de Guarapuava, especialmente em deslocamentos para Curitiba ou para o sul do estado.

Trechos mais perigosos das rodovias paranaenses (Fonte: CNT)

PROBLEMAS DE INFRAESTRUTURA

A pesquisa da CNT também avaliou as condições das rodovias brasileiras e apontou problemas estruturais relevantes no Paraná.

Conforme o levantamento:

51,4% da extensão das rodovias apresentam algum tipo de problema
49,8% têm falhas no pavimento
29,4% apresentam deficiência de sinalização
54,5% têm problemas na geometria da via

Além disso, foram identificados 16 pontos críticos no estado, locais com maior risco de acidentes.

Entre os piores trechos rodoviários do Paraná segundo a infraestrutura, aparecem rodovias que também atendem o Centro-Sul do estado, como a BR-158 – entre Palmital e Laranjeiras do Sul – e a BR-476 – entre Adrianópolis e União da Vitória.

Acidentes seguem crescendo no Brasil

Em 2025, foram registrados 72.476 acidentes em rodovias federais brasileiras, com 6.040 mortes. Isso representa cerca de 199 acidentes e 16 mortes por dia nas estradas do país.

Conforme a Confederação Nacional do Transporte, os números mostram que o país ainda está distante das metas de redução de mortes no trânsito previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

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Thiago de Oliveira

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. 📧 thiagodeoliveirajor@gmail.com

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