Brigada de Emergência é implantada nos três campi universitários

Da Redação, com assessoria 

Guarapuava – A Reitoria da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e as direções dos três campi universitários, em parceria com a Pró-Reitoria de Recursos Humanos, realizaram a implantação da Brigada de Emergência na Unicentro. No total, no Cedeteg, no Santa Cruz e em Irati, são 106 servidores que agora também são brigadistas.

O reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona explicou, durante o lançamento em Irati, que a instalação da Brigada visa atender uma Norma Regulamentadora (NR23), do Ministério do Trabalho e Emprego; uma Norma Brasileira (NB14.276); e uma Norma de Procedimento Técnico (NPT017), do Corpo de Bombeiros do Paraná.

“Não é nenhuma questão de mérito institucional, é uma obrigação de ordem legal. As instituições precisam ter todas as providências de acordo com as normas técnicas referentes a segurança, prevenção de incêndios, e nós temos feito na Unicentro um planejamento no sentido de que a cada ano pelo menos alguma ação possa ser feita dentro das limitações orçamentárias e financeiras. Os investimentos são vultuosos, considerando o fato de que a universidade instalou-se em prédios antigos e é necessária toda uma ligação no que diz respeito a prevenção de incêndios, a questão da acessibilidade, e a universidade não tem condições de resolver tudo isso de uma hora para outra”, ressaltou Aldo.

Segundo o comandante Corpo de Bombeiros de Irati, capitão Jorge Augusto Ramos, a Brigada de Emergência e o brigadista são equipamentos de segurança, pois são eles que dão ação àqueles dispositivos instalados numa edificação, como extintores de incêndio. O capitão lembra que o treinamento acaba despertando uma outra visão nos participantes que passam a perceber o ambiente com foco sempre na segurança, observando não só os equipamentos, como também, o comportamento do ser humano em situações que podem trazer risco.

“O brigadista também é um profissional e ele tem a capacidade de trazer aquele mundo irreal da norma técnica e aproximá-lo do real, que é o nosso uso dos equipamentos e das instalações. Então, esse brigadista é muito importante, e a instituição Unicentro ganha muito com a adesão a essa filosofia – a formação dos brigadistas e a disponibilização deles no dia a dia da vida da Universidade. Ganha o brigadista, ganha o aluno usuário e ganha a sociedade como um todo”, destacou o comandante.

O treinamento com os servidores foi realizado nos três campi, associando teoria e prática. A cerimônia de lançamento também marcou a entrega oficial dos certificados de brigadistas e dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). Em Irati, são 41 pessoas que trabalham em diferentes locais do campus, o que para o diretor, professor Afonso Figueiredo Filho, aumenta a efetividade da Brigada. Também foram instalados dois pontos de encontro – um em frente a Clínica-Escola de Fonoaudiologia e Psicologia, e outro no estacionamento localizado ao lado do Prédio Principal.

“Nós ficamos muito mais seguros de sabermos que temos aqui pessoas aptas a tomar providências porque não basta ter o conhecimento, também tem que ter a iniciativa no momento do incidente, quando, em geral, as pessoas entram em pânico. É muito bom saber que temos 41 brigadistas treinados em vários locais e que estão trabalhando o tempo todo no campus, o que realmente nos deixa mais seguros”, observou o diretor.

Paulo Miskalo é um dos agentes universitários que, agora, também tem o título de brigadista. Ele afirma que o aprendizado valeu muito a pena e que, caso precise, poderá colocar em prática o que aprendeu também fora da Unicentro. “Tivemos treinamento na parte de primeiros socorros também, então se for necessário ajudar alguém, podemos aplicar os conhecimentos fora do campus”.

Para o pró-reitor de Recursos Humanos, Robson Paulo Ribeiro Ferras, diferente do que muitas pessoas imaginam que a Brigada deve trabalhar apenas nas questões de emergência que venham a acontecer, a prevenção é um dos focos principais dela. Ou seja, a Brigada deve contribuir para que as situações de emergência de fato não aconteçam. 

“A Brigada tem uma agenda permanente e não atua isoladamente em questões emergenciais. Primeiramente, será estabelecido um coordenador-geral da Brigada e, a partir dessa definição, também são atribuídas responsabilidades a cada um dos integrantes do grupo. Assim, cada membro cuidará de uma determinada função, seja na parte preventiva ou emergencial. Em relação as questões de prevenção é praticar a fiscalização, acompanhar o dia a dia, a validade dos equipamentos e as condições de uso deles. Também, verificar se as questões de sinalização dentro do ambiente institucional estão todas adequadas, além de trabalhar com a conscientização, levando a informação para o restante da comunidade universitária”, concluiu o pró-reitor.

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