Cadeia Pública de Guarapuava registra 5ª morte de detento em 2020

Dionei José Ferreira de 21 anos, foi encontrado enforcado em uma das celas da galeria A. Ele é o 5º preso que morre nas mesmas condições dentro da cadeia neste ano

Galeria da Cadeia Pública de Guarapuava (Foto: Depen)

A chefia da cadeia pública de Guarapuava confirmou a quinta morte dentro da unidade neste ano. De acordo com as informações, Dionei José Ferreira de 21 anos foi encontrado por outros presos enforcado dentro de uma das celas da galeria A, no início da manhã desta quarta (19). O detento era acusado do crime de furto e tentativa de homicídio.

A primeira morte deste ano foi no dia 23 de janeiro quando um preso foi encontrado degolado. Depois disso, em 5 de maio, um preso foi encontrado enforcado dentro de uma cela. No dia 14 de julho deste ano, André de Lima de 31 anos, foi encontrado enforcado na cela onde fica o banheiro. Conforme informações do Departamento Penitenciário (Depen), André de Lima foi preso em 2 de abril de 2019, por roubo e descumprimento de mandado de monitoração.

Além disso, Henrique Holl Aburto Rosas de 28 anos, foi encontrado por guardas prisionais depois de outros presos informarem que ele havia se enforcado em 12 de agosto. O detento era acusado por tráfico de drogas.

CAOS

O caos instalado na Cadeia Pública de Guarapuava está longe de terminar. Com estrutura precária, superlotação e problemas estruturais o estabelecimento prisional se tornou uma bomba relógio no Centro de Guarapuava. Porém, a possibilidade de melhora da unidade foi novamente adiada no início desta semana.

Isso porque, uma visita técnica de representantes da Sesp e do Depen, com o intuito de definir o local de implantação do novo estabelecimento prisional ocorreu na segunda (17). Ainda não há orçamento disponível. A expectativa do atual chefe de cadeia da regional de Guarapuava do Departamento Penitenciário (Depen), Rodrigo Alves Fávaro, é que as obras tenham início em 2022.

Outro problema recorrente é a tentativa de ingressar ilícitos na cadeia. A falta de permissão de visitas pode ser um dos fatores que colabore para o aumento de tentativas de arremessos para a cadeia. Atualmente, a unidade projetada para 166 detentos, abriga 445.

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