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Capela do Degolado segue atraindo usuários de drogas

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Cristina Esteche

A Capela do Degolado, um dos pontos religiosos de Guarapuava, continua sendo um local problemático para a vizinhança. Localizada na rua General Rondon, Centro da cidade, embora ainda seja frequentada por fieis em busca de graças, a presença de vândalos e de usuários de drogas é evidente. Dentro da capelinha, orações, agradecimentos, pedidos e apologia às drogas se misturam em manuscritos nas paredes. No altar, as imagens de santos dividem espaço com fitas e outros objetos que lá são colocados como testemunhos do pedido atendido.

De acordo com moradores do entorno, porém, nem só fieis ocupam o lugar. “Quem vem para rezar faz a oração e vai embora”, comenta uma das vizinhas que, a exemplo das demais, não quis ser identificada. “Todas as noites e até de dia há muitos jovens se drogando”.

O problema, entretanto, não é localizado apenas na capelinha. Ele começa já na escadaria que une a Avenida Moacir Silvestri com a rua General Rondon. A ligação, após as escadas, continua por uma ponte de madeira. Nos dois lados, terrenos baldios e de propriedade privada, abrigam um matagal. É nesse “esconderijo” que assaltantes e usuários de drogas encontram abrigo em qualquer hora do dia e, principalmente, à noite.

“Não aguentamos mais isso. Aqui dá de tudo”, diz uma das moradoras. “Não dá mais pra gente cortar caminho pela ponte porque somos assaltadas”, comenta. “Tem até uma pessoa que fica mostrando o órgão genital para as mulheres que passam”, emenda outra.

Eram cerca de 14h de terça (16) quando uma equipe da Rede Sul de Notícias foi chamada para ir ao local. Foi possível ver cerca de oito jovens, muitos ainda com o uniforme colegial, possivelmente fumando maconha atrás de uma árvore pequena, bem à vista de quam passava pela avenida. Ao perceberam a presença da RSN, inicialmente, houve uma movimentação, mas em seguida, continuaram tranquilamente.

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