CCJ aprova título de cidadania ao empresário Luciano Hang

Concessão de título pela Alep, porém, teve polêmica e votos contrários. Mesmo assim o projeto teve parecer favorável para votação em plenário

Luciana Hang, conhecido com o ‘Véio da Havan’ (Foto: Reprodução/YouTube)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Paraná, aprovou durante a concessão do título de Cidadania Honorária do Paraná ao empresário catarinense Luciano Hang, dono da rede de lojas de departamentos Havan. De acordo com a Alep, o projeto de lei 393/2019, é de autoria do deputado Cobra Repórter (PSD), e já havia recebido parecer favorável do relator, deputado Delegado Jacovós (PL), no fim do ano passado. Porém, um pedido de vistas adiou a votação.

Entretanto, na reunião dessa terça (11), o relatório foi apoiado pelos deputados Paulo Litro (PSDB), Hussein Bakri (PSD), Cristina Silvestri (CDN). Além de Homero Marchese (PROS), Maria Victoria (PP) e Tiago Amaral (PSB). O projeto agora será analisado por outras Comissões permanentes e, posteriormente, votado em Plenário. Conforme o autor do projeto, o deputado Cobra Repórter (PSD, a intenção é reconhecer a disposição de Hang em investir no Paraná.

Hang investe no Paraná  gerando empregos e estimulando o desenvolvimento estadual.

Porém, o deputado Tadeu Veneri (PT) apresentou voto em separado afirmando que a proposta não cumpre as normas estabelecidas em lei estadual. O petista observa que a legislação específica exige a comprovação de reputação ilibada e conduta profissionais e pessoal irrepreensíveis. Além da contribuição do homenageado com as ciências, letras, artes ou cultura em geral e realização de atividades filantrópicas.

Assim, para o líder do PT na Alep, Hang não cumpre com esses requisitos, e desrespeita os postulados democráticos, comprometendo a postura ética exigida para merecer a homenagem.

 Não é razoável que o Estado do paraná, enquanto ente público, permita oferecer em seu nome, através da Assembleia Legislativa, honraria de qualquer natureza a um cidadão que, como declaradamente faz o senhor Luciano Hang, desqualifica, menospreza e desconhece o alcance e a importância do conjunto de suas instituições.

Conforme Veneri, na campanha eleitoral de 2018, Hang foi processado pelo Ministério Público do Trabalho, sob a acusação de constranger funcionários a votarem na candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele distribuiu texto aos empregados da empresa dizendo que poderia fechar lojas caso seu candidato não fosse eleito. Hang acabou fazendo um acordo com a Justiça para evitar pagar uma indenização de R$ 100 milhões.

Por isso, além de Veneri, o deputado Tião Medeiros (PTB) também deu voto contrário. Enquanto os deputados Nelson Justus (DEM), Evandro Araújo (PSC) e Marcio Pacheco (PDT) se abstiveram de votar. O deputado Delegado Francischini (PSL), presidente da Comissão, não vota.

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