Com interior em peso, Série Bronze de 2020 será a maior da história

A Série Bronze terá em 2020, 33 clubes, superando os 31 do ano passado. A modalidade ganha cada vez mais espaço nos municípios paranaenses

Com interior em peso, Série Bronze de 2020 será a maior da história. CAC e São João do Ivaí seguem na terceirona (Foto: Juliam Nazaré)

O futsal paranaense vive um momento ímpar. Embalado pelas conquistas do Pato na Liga Nacional, a modalidade ganha cada vez mais espaço nos municípios paranaenses. Em especial, no interior. Assim, a Série Bronze – equivalente à terceira divisão do Campeonato Paranaense -, terá em 2020 a edição com maior número de clubes da história: serão 33, superando os 31 de 2019.

Entretanto, o total ainda pode aumentar. Isso porque de acordo com a Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS), ao menos duas equipes possuem documentação travada. E se forem regularizadas, podem ser incluídas no certame.

1998-2004: formato diferente

O estadual começou a ser disputado em 1998, quando Pinhão foi campeão. Até 2004, tinha nome e formato diferentes. Chamava-se “Taça Paraná Bronze” e, conforme a FPFS, ocorria em etapas. Cada etapa tinha uma sede, onde os clubes se reuniam para a disputa.

Em mais de 20 anos de história, a terceirona revelou potências, como o Chopinzinho, 3º colocado na Bronze de 2018 e que chega à elite nesta temporada prometendo ser uma pedra no caminho dos “grandes”.

Nenhum bicampeão

Usada como trampolim, os clubes que alcançam sucesso na Série Bronze, comumente costumam disputar as divisões superiores do Campeonato Paranaense e dificilmente voltam à terceirona. Uma prova disso é que em 22 edições, nenhum clube conquistou o título duas vezes.

Assim, a única hegemonia que pode ser considerada é a de Ponta Grossa, que foi campeã duas vezes: em 2005 com o Santa Paula e em 2010 com o Clube Verde. Nesta temporada, dos 33 clubes que disputarão a Série Bronze, apenas Rebouças e Ivaiporã – campeões em 2013 e 2015 respectivamente -, podem alterar essa história.

União da Vitória e Arapongas, vencedores em 2000 e 2004, são clubes extintos. União da Vitória estará representada em 2020 pela Acau. Já o Arapongas de 2020 até tem o mesmo nome da instituição anterior, mas de nada um tem a ver com o outro.

Confira abaixo a tabela com o número de participantes e campeões de cada edição

(Tabela: Juliam Nazaré)

Presença das pequenas cidades

Para o presidente da FPFS, Jesuel Laureno de Souza, o Paraná detém o nível mais elevado do futsal brasileiro. Além disso, o sucesso de cidades como Pato Branco e Francisco Beltrão – com menos de 100 mil habitantes -, inspira outras. Para se ter ideia, 60% dos clubes da Bronze de 2020 pertencem a municípios com população inferior a 50 mil habitantes.

Em alguns casos, a cidade nunca disputou até hoje um estadual do futsal. Candói é um desses exemplos, e vive a expectativa de enfim ser incluída no mapa do futsal. O secretário de Esportes de Candói, Uildes Borges, diz que a população local tem vibrado com a novidade.

“Montamos uma equipe caseira, com o intuito de passar da 1ª fase. Será um elenco novo e que terá apoio da população condoiana, já que se trata de um feito inédito para o município”.

De Cantagalo, o CAC já chegou a disputar a Série Prata, no início da década de 2010, mas é figura garantida na terceirona desde 2018. Nesta temporada, o clube se reformulou e quer brigar por uma vaga na Série Prata de 2021.

“Somos de uma cidade que não tem cinema, teatro ou grandes shows musicais. Então, a Série Bronze é o principal entretenimento de Cantagalo. As pessoas costumam inclusive, assistir à missa de sábado, e após ir ao Ginásio Barbosão. Por isso, essa competição tem uma importância grande para a sociedade local”, justifica o presidente do CAC, Izaias Sirigalli.

Relação futebol e futsal

O futsal nasceu de uma adaptação do futebol para as quadras. A relação entre os dois esportes segue até hoje intensa. Muitos clubes famosos nos gramados investem em categorias de base do futsal, e de lá, saem fenômenos da bola, como Neymar – da Portuguesa Santista para o Santos, e do Santos para o mundo.

Atualmente no Paraná, as cidades que não têm condições de manter um clube dos gramados, têm apostado no futsal, acredita o presidente da FPFS. “O futsal exige um investimento menor. Isso encoraja pequenas regiões a também montarem suas equipes”.

“Hoje, gerenciamos a modalidade mais disputada e mais popular do Paraná. Isso é uma grande responsabilidade, e ver que o futsal está expandindo seus horizontes, nos deixa satisfeitos, com a sensação de que o trabalho está sendo bem feito”, argumenta Jesuel Laureno.

Renascentes e caras novas

Entre 33 participantes, 17 disputaram o estadual de 2019. Foram eles: Apucarana, Lokomotiva, Acau, CAC, Arapongas, Araucária, Colombo, Domingosoarense, Cruzmaltina, Itaipulândia, Mauá da Serra, Medianeira, Rebouças, Ivaiporã, São João do Ivaí, São Mateus do Sul e Mixto Bordô.

Além disso, 14 clubes estreiam ou voltam no cenário da bola pesada: Cambira, Candói, Cidade Gaúcha, Cruz Machado, Curitiba, Universidade Positivo, Fazenda Rio Grande, Guaíra, Itambé, Mangueirinha, Londrina, AFC Matelândia, Novo Palotina e Santa Helena.

A lista é completada pelor Grêmio Maringá – que em 2019 disputou a Série Prata em fusão com o Seleto – e São Lucas – rebaixado pela primeira vez na Série Ouro e que optou pela participação na Bronze em vez da Prata.

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(Colaboração: Juliam Nazaré)

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