Comunidade escolar protesta contra ‘achatamento’ do Tupy Pinheiro

Núcleo Regional de Educação quer incorporar o Ceebja ao Tupy Pinheiro. Professores e alunos reagem e farão carreata neste sábado

Comunidade escolar protesta contra ‘achatamento’ do Tupy Pinheiro (Foto: Divulgação)

Uma carreata neste sábado (26) protesta contra o ‘achatamento’ de um mais tradicionais colégios de Guarapuava. De acordo com professores e alunos do Antonio Tupy Pinheiro, a Secretaria de Estado da Educação (SEED) pretende transformá-lo em ‘dois em um’. Ou seja, quer  incorporar o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) ao colégio. O protesto unindo as duas escolas será às 9h, com saída do Tupy Pinheiro. Haverá concentração na Praça 9 de Dezembro.

Conforme o professor João Carlos de Souza, que atua nas duas instituições, a medida é arbitrária e representa um retrocesso na educação. “Na prática significa o fechamento de uma escola inteira em Guarapuava. Isso retornará negativamente para toda a sociedade, pois educação não é gasto e sim investimento. E o descaso com a educação inviabilizará o crescimento social, cultural e econômico do município, estado e país”.

De acordo com o professor, o comunicado feito pelo Núcleo Regional de Educação surpreendeu a comunidade e o conselho escolar. “O Ceebja em Guarapuava estava localizado em um prédio alugado há quase 20 anos. O custo do aluguel é de quase R$ 12 mil. Porém, com a redução forçada de alunos querem transferir a estrutura para o mesmo espaço do Tupy Pinheiro”.

“ALUNOS PREJUDICADOS”

Entretanto, se isso ocorrer, segundo o professor, haverá “redução drástica” no número de salas de aula. O que prejudicará alunos do período diurno que ultrapassam 700 estudantes. Entretanto, outro agravante levantado pelo professor se refere aos alunos do Ceebja. “Também com mais de 700 alunos, estes ficarão concentrados apenas no turno da noite. Assim, não terão espaço suficiente. As salas do Tupy são pequenas, não passam de 48m². O que não acomodará todos os alunos de forma minimamente digna”.

Conforme o professor, uma proposta seria utilizar espaços de outras escolas. Todavia, vai precarizar ainda mais o atendimento pedagógico dos alunos. Estes também ficarão sem profissional de pedagogia para assisti-los em tempo integral. E sem funcionários à disposição e sem a merenda.

Conforme a chefe do Núcleo Regional de Educação, Edil Spínola, a situação está em análise. “No que tenhamos maiores dados podemos conversar”, limitou-se a dizer ao Portal RSN.

SUGESTÃO

Conforme está sendo sugerido por alunos e professoras das duas escolas, o Ceebja poderia ocupar as antigas instalações do antigo fórum. O prédio no Centro da cidade, já sedia o Procon e outros órgãos municipais e estaduais.

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