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Copom mantém taxa de juros em 11% ao ano pela terceira vez seguida

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou nessa quarta feira (3) por manter os juros básicos da economia brasileira estáveis em 11% ao ano. Foi a terceira manutenção seguida da taxa Selic, que continua no maior patamar desde o fim de 2011.

A decisão de manter o juro estável era esperada pela maior parte dos analistas do mercado financeiro, que prevê a permanência da taxa neste mesmo patamar até março do próximo ano - quando a estimativa é de que seja elevada para 11,5% ao ano.

Ao fim do encontro, o BC divulgou o seguinte comunicado: "Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés". Em relação ao comunicado anterior, o Copom retirou apenas a expressão "neste momento" - que estava antes da manutenção da Selic.

Os juros básicos da economia foram mantidos em 11% ao ano apesar da retração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro e segundo trimestres deste ano - quadro que os economistas classificam como "recessão técnica".

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2014, 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência para o sistema brasileiro, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

O governo considera que a meta foi cumprida ou não apenas com base no acumulado em 12 meses até dezembro de cada ano. Em doze meses até julho, o IPCA somou 6,50% - no teto do sistema de metas.

"O IPCA está rodando em 6,5% em 12 meses [até julho]. O BC precisa fazer com que essa inflação passe a convergir para o centro da meta, que é 4,5%. O aumento dos juros para segurar demanda por consumo é um remédio um pouco amargo, mas necessário para que inflação convirja para o centro da meta", avaliou o economista da RC Consultores, Marcel Caparoz.

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