Cresce o número da violência contra a mulher

Governador sanciona lei proposta por Cristina Silvestri, criando o Dia D em memória de Tatiane

(Foto: Reprodução/Pixabay)

A violência contra a mulher, incluindo feminicídios, cresce a cada ano. Números recentes indicam a urgência de se debater e criar mais ações de combate a esses crimes. Segundo números do Monitor da Violência, em 2018 foram registrados 1.173 casos de mulheres mortas por questões de gênero.

Porém, em 2017 esse número foi de 1.047 casos. O levantamento é do Núcleo de Estudos da Violência da USP e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Entretanto, só no Paraná, números da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) mostram que em 2018 foram 61 feminicídios. Contudo, em 2017, foram registrados 41 casos, segundo o G1. Ou seja, 20 a menos.

Para reduzir esses números, a deputada estadual Cristina Silvestri (Cidadania), propôs o Dia de Combate ao Feminicídio, 22 de julho. Nessa data a advogada Tatiane Spitzner foi espancada e morta em Guarapuava. O suspeito de tê-la atirado do quatro andar do prédio onde o casal morava é o marido Luiz Felipe Manvailler. O Dia D foi sancionado pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, nesta quinta (27).

Cristina Silvestri e gestoras municipais (Foto: Ascom)

‘A EDUCAÇÃO É O CAMINHO’ 

Segundo a deputada Cristina Silvestri, a  educação é o caminho que precisa ser seguido para que as mulheres consigam se libertar dos seus agressores e para que os homens se tornem menos violentos.

“Infelizmente os estudos de diversos marcadores indicam um aumento deste tipo de crime. Então mais que nunca é importante que o poder público se envolva e incentive a conscientização sobre este bárbaro crime”.

Por isso, Cristina Silvestri reuniu com prefeitas e representantes de municípios nesta quinta (27) em Curitiba. O objetivo é alinhar ações para o Dia D nos 399 municípios do Paraná.

“Cada município tem a liberdade de fazer uma ação diferente, mas todas convertem no mesmo tema”. Segundo a deputada, já estão sendo organizadas exposições, passeatas, distribuição de materiais impressos, blitz, palestras.

“O importante é que o município que aderir a este movimento articule uma ação que possa, de alguma maneira, atingir as pessoas, mulheres e homens”.

O Dia D é o segundo projeto da deputada que vira lei no combate à violência contra a mulher. O primeiro foi o Botão do Pânico.

 

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