22/08/2023
Blog da Cris Política

Curi aterrissa em Brasília nesta quarta (1)

Curi viaja acompanhado pelos deputados Pedro Lupion, Alessandro Amaro e Marcio Pacheco, e pelo vereador de Curitiba, Jasson Goulart

Deputado Alexandre Curi, presidente da Alep (Foto: Alep)

O Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, decolou no começo da tarde desta quarta (1). Ele aterrissa em Brasília onde ainda hoje assina a filiação no ‘Republicanos’. De acordo com um dos assessores, Curi viaja acompanhado pelos deputados Pedro Lupion, Alessandro Amaro e Marcio Pacheco, e pelo vereador de Curitiba, Jasson Goulart.

Curi, Lupion, Amaro, Pacheco e Goulart (Foto: divulgação

A filiação de Alexandre Curi ao ‘Republicanos’ vai muito além de uma simples troca de partido para viabilizar a pré-candidatura ao governo do Paraná. Ao sair do PSD, ele assume um papel mais independente dentro da base governista. Sinaliza que pretende disputar espaço de protagonismo e consolidar uma candidatura própria. Esse movimento não representa ruptura, mas uma reconfiguração da dinâmica de liderança na aliança estadual.

Ao consolidar um partido próprio como base, Curi pressiona outras lideranças a se posicionarem mais cedo e com clareza. Políticos como Guto Silva e Rafael Greca, que também têm interesse na disputa estadual, precisam recalibrar as estratégias diante de um adversário com capital político consolidado e agora estruturalmente fortalecido. Isso cria um efeito em cadeia, antecipando negociações que normalmente só ocorreriam mais perto das convenções.

AUMENTA A PRESSÃO

A filiação transforma o tempo do jogo político paranaense, reduzindo o espaço para espera e aumenta a pressão por definições de alianças e composições de chapa. Ao mesmo tempo, expõe Curi a riscos, já que ele precisa construir sozinho um palanque competitivo dentro de um partido menor. A estratégia, porém, também é oportunidade. Ou seja: se conseguir atrair apoios consistentes, a candidatura deixa de ser alternativa e se torna protagonista real dentro do cenário estadual.

Em suma, a ida de Curi ao Republicanos não é apenas um ato formal. Trata-se de uma manobra estratégica que antecipa, reorganiza e redefine papéis dentro da base governista do Paraná. E com efeitos que vão além das eleições de 2026. O movimento demonstra que, mais do que disputar votos, ele está reposicionando o poder e moldando a narrativa política do estado.

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Cristina Esteche

Jornalista

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