22/08/2023
Cotidiano Economia Em Alta

Custo da cesta básica cai pela segunda vez seguida em Guarapuava

Custo foi de R$ 760,78 em julho, mesmo com 11 dos 13 itens mais caros. Tomate em queda de quase 36% puxou o resultado

Tomate (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cesta básica de alimentos em Guarapuava custou R$ 760,78 em julho, queda de 1,86% frente aos R$ 775,21 registrados em junho. É a segunda baixa consecutiva depois de quatro meses de alta seguidos entre fevereiro e maio. O levantamento é do Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe), do Departamento de Ciências Econômicas (Decon) da Unicentro.

No acumulado do ano, o comportamento da cesta oscilou bastante: queda de 7,67% em janeiro, altas em fevereiro (0,47%), março (4,99%), abril (1,43%) e maio (2,49%), seguidas pelas retrações de junho (1,58%) e julho (1,86%).

MAIORIA DOS ITENS SUBIU, MAS QUEDA FOI MAIOR

Apesar do recuo no valor total, 11 dos 13 produtos que compõem a cesta ficaram mais caros em julho. O chamado Índice de Difusão chegou a 85%. O resultado negativo só não se confirmou porque as quedas, concentradas em poucos itens, tiveram peso maior que o conjunto de altas.

O tomate liderou as baixas, com recuo de 35,94%, seguido da batata, que caiu 5,58%. Do lado das altas, destacam-se arroz (12,69%), feijão (10,18%) e açúcar (9,20%). Também subiram óleo de soja (5,35%), banana (5,02%), trigo (3,60%), pão francês (3,27%), café (2,68%), manteiga (2,74%), leite (1,96%) e carne bovina (0,74%). O feijão, que já havia subido 11,70% em junho, encadeou o segundo mês seguido de alta expressiva.

COMPROMETIMENTO DA RENDA

Um trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 1.621) precisou destinar 46,93% da renda à cesta básica em julho, ante 47,82% em junho, o equivalente a 103,25 horas de trabalho. Ainda assim, o percentual segue mais alto do que o registrado em janeiro, de 44,32%. Na série histórica, o comprometimento de 2026 é o menor desde 2023: em 2025 a cesta consumiu 51,22% do mínimo e, em 2024, 51,29%.

Para quem ganha até três salários mínimos, o gasto médio com a cesta ficou em 28,68% da renda, variando de 15,64% a 46,93% conforme a faixa salarial. Considerando também despesas com moradia, transporte, saúde e educação, o salário mínimo necessário para viver em Guarapuava foi estimado em R$ 5.401,34, valor menor que o calculado em junho (R$ 5.503,78).

O preço da cesta também varia conforme o estabelecimento pesquisado. Em julho, o valor oscilou entre R$ 464,69 nos locais mais baratos e R$ 1.116,67 nos mais caros. Faixa levemente mais ampla que a de junho (R$ 450,30 a R$ 1.095,89).

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Thiago de Oliveira

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. 📧 [email protected]

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