Duas mortes na região mostram, mais uma vez, a precariedade do IML de Guarapuava

IML possui apenas um motorista para transladar os corpos em toda a região

(Foto: Matheus Buongermino/RSN)

Duas ocorrências com morte nesta quarta feira (16) em municípios atendidos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava levantam, mais uma vez, a situação precária em que se encontra o órgão. De acordo com o IML, apenas um motorista está trabalhando. Como uma das mortes aconteceu no município de Porto Barreiro, distante cerca de 160 quilômetros de Guarapuava, e outro na Reserva Indígena de Marrecas, em Turvo, o translado de um deles fica prejudicado.

“O motorista saiu pela manhã para buscar o corpo de uma mulher em Porto Barreiro e retornou por volta das 13h para almoçar e buscar o outro corpo no Turvo”, disse um dos funcionários do IML ao Portal RSN.

Segundo ele, pela nova escala de trabalho, caso um corpo chegue por volta das 21h só será liberado no dia seguinte.

INDÍGENA

Indígenas que moram na Aldeia Marrecas, no município de Turvo, encontraram o corpo de Sergio Paulino, 40 anos, em meio à comunidade. Desde as primeiras horas da manhã desta quarta, peritos e IML estão sendo aguardados para saber qual foi a causa da morte e para a liberação do cadáver para sepultamento.

De acordo com Geovane dos Santos, uma das lideranças da aldeia, a polícia indígena não deixa pessoas, nem mesmo familiares de Sergio, chegarem perto do corpo, até a perícia chegar ao local. Portanto, ele está sendo velado ao ar livre e à distância. De acordo com o IML, o veículo saiu de Guarapuava por volta das 14h.

O Instituto Médico Legal de Guarapuava também aguarda a chegada de representantes do consulado argentino no Paraná, com sede em Curitiba, para a liberação do corpo do ciclista Cristian Corizzo, assassinado a tiros na BR-277, na ponte sobre o Rio Cavernoso no município de Candói.

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