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É preciso acontecer para depois fiscalizar

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

No Brasil é assim: quando acontece uma tragédia onde morrem pessoas inocentes aí vem a fiscalização. O caso que ocorreu em Santa Maria (RS) e que terminou na morte de 235 pessoas, por enquanto, já que há dezenas em estado grave, despertou as autoridades, com certeza, em vários municípios brasleiros.

Em Guarapuava, o Corpo de Bombeiros, provocado pela Rede Sul de Notícias, anunciou na tarde desta segunda-feira que vai antecipar a fiscalização em casas noturnas e clubes sociais da cidade, por causa do Carnaval. Uma lista de vários bares, danceterias, clubes e outros espaço está nas mãos do Bombeiro.

Antes disso quantas casas noturnas divulgadas pela imprensa funcionaram sem terem condições por estarem irregulares? Quantas ainda estão com as portas abertas e nessas condições? Clientes de casas, algumas renomadas, na cidade estão entrando em contato com este blog para comentar a falta de saídas de emergências que viabilizem o escoamento de pessoas em casos de urgência; saídas que dão vazão à paredes, outras que sequer possuem.

O que se percebe é que casas construídas para serem residências hoje são adaptadas, transformam-se em bares e daí para se transformarem em danceterias é apenas um passo. Uma delas, no entorno do Cedeteg, segundo clientes, passa por essa adequação.

Mas para que uma casa noturna seja aberta não se faz necessária a vistoria do Corpo de Bombeiros? E quem concede o alvará para funcionamento também não é responsável pela verificação desses detalhes? E a fiscalização onde fica? Se cada órgão comprir a sua função, sem apadrinhamentos, sem intervenções políticas que geram o famoso "jeitinho brasileiro" , com certeza, milhares de vidas seriam poupadas por este Brasil afora.

Que em Guarapuava a fiscalização anunciada seja movida pelo rigor da lei.

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