EcoVegetal será lançado amanhã (terça-feira)

Guarapuava – A Associação Nacional de Defesa Vegetal – ANDEF, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA) e com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), representado por seu presidente Vitor Hugo Burko, está lançando um projeto de educação ambiental inédito: o EcoVegetal.
O projeto será lançado na capital nesta terça-feira (15) e estende-se pelo interior (inicialmente Ponta Grossa e Guarapuava), levando de forma lúdica e informativa à população, questões sobre a importância da cultura e da defesa vegetal para o desenvolvimento sustentável da agricultura. Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o uso correto e consciente de tecnologias de proteção evita perdas na ordem de 30% nas culturas agrícolas, além de eliminar pragas e doenças.
Em um espaço preparado especialmente para o evento, com ambientação temática e artistas do Movimento Ehco fazendo a recepção, o público presente – que pode se inscrever de forma gratuita – entrará em contato com um ambiente lúdico e ao mesmo tempo informativo e terá a oportunidade de conhecer mais sobre o tema “alimentação saudável”. Os participantes receberão kits ecovegetal, contendo uma ecobag e seis cartilhas, que ensinam como fazer o uso adequado, o transporte e o descarte de defensivos agrícolas. Como ponto alto do projeto, serão apresentadas uma performance e uma palestra cênica, desenvolvidas pela Pró Cult especialmente para o EcoVegetal, com personagens que tratarão da questão ambiental de forma inteligente e divertida. A peça será apresentada também na escola rural, de São José dos Pinhais, no mesmo dia 15, à tarde.
No lançamento do projeto, às 9h00, no Campus de Agrárias Juvevê da UFPR, estarão presentes o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, e o diretor executivo da ANDEF, José Otávio Mentem.
De acordo com Mentem, a instituição pretende, com este programa, mostrar o papel estratégico dos institutos e indústrias de pesquisas tecnológicas para promover a produção agrícola. “O aumento de produtividade é essencial, já que a população mundial vem crescendo a uma velocidade maior do que 40 anos atrás”. Ele explica que em 1960 um estudo mundial constatou que apenas um hectare de terra cultivável era suficiente para alimentar duas pessoas, e que este mesmo hectare, em 2025, precisará garantir alimentos para cinco pessoas.
Para Mentem, uma conta simples mostra o que acontecerá com a safra mundial se as plantações não forem protegidas. “As safras de milho, arroz, soja e trigo dos 17 maiores países produtores totalizam 2,1 bilhões de toneladas de grãos. Porém, de acordo com a FAO, as plantações comerciais não protegidas por defensivos agrícolas acarretariam uma perda em torno de 630 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas”. No Brasil, esses quatro produtos representam, na safra nacional, 125 milhões de toneladas. Portanto, sem aplicação de inseticidas, herbicidas, fungicidas e acaricidas na proteção das lavouras, o país colheria menos de 36 milhões de toneladas. “Além disso, ciência e tecnologia incorporadas aos defensivos agrícolas ajudam a preservar a saúde pública, já que também se encontram em produtos que controlam e eliminam pragas e doenças como a malária e a dengue”, finaliza.

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