Espécies exóticas caem no gosto de moradores de Guarapuava

"Eu sei quando ele quer passear. Embora não demonstrem nenhum sentimento de afeição, eles acostumam com a gente", diz médica dona de uma jiboia

Espécies exóticas caem no gosto de moradores de Guarapuava (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando se fala em pet ou bichinho de estimação logo vem à cabeça um gato, um cachorro, um coelho. Porém, em Guarapuava, como em outros lugares do país, há pessoas que preferem espécies exóticas. Uma cobra, por exemplo. Isso mesmo, uma cobra! E por mais que alguns possam achar essa escolha um pouco estranha, quem tem uma diz que as cobras podem ser excelentes animais de estimação. Uma prática legal permitida no Brasil desde 1997.

A médica Sabine Bückamann Holdorf, que mora no distrito de Entre Rios, se desmancha de amores quando fala do Silvester Stalone. Tratado carinhosamente como Sil, a cobra macho, de dois metros com quatro quilos e meio, é uma jiboia. De acordo com Sabine, essa é uma das espécies permitidas de se ter em casa. É uma serpente constritora, ou seja, animal que mata a presa asfixiando.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Conforme Sabine, as espécies peçonhentas, ou que têm veneno, são proibidas. Como foi o caso que ganhou repercussão nacional do estudante de medicina veterinária que mantinha em casa em Brasília, entre outras espécies venenosas, uma naja.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Sabine sempre gostou de animais exóticos. “Eu tinha um iguana, mas ele morreu. Então comecei a procurar outro”. De acordo com a médica, um dia o esposo [Marcos] disse que tinha encontrado um iguana numa loja em Curitiba.

Fui até lá e me encantei com uma jiboia. Voltei para casa e comecei a estudar a espécie. Quando vi que se tratava de um animal dócil, fácil para ter em cativeiro, levei para casa.

Sil foi para a casa de Sabine em 2009 quando tinha um ano em meio de idade e faz parte da família. “Ele passa o dia quietinho. Quando está com fome fica agitado procurando comida”. Conforme a médica, ratos, pintinhos, codorna são alguns bichinhos que fazem parte da cadeia alimentar de Sil. A afinidade entre a dona e a jiboia já permite que ela conheça as vontades do animal.

Eu sei quando ele quer passear. Embora não demonstrem nenhum sentimento de afeição, eles acostumam com a gente.

“CHEGOU A HORA DE TER A PRIMEIRA DE MUITAS”

Welinton Sebrenski (Foto: Arquivo Pessoal)

Assim como a médica, o estudante de Direito Wellington Sebrenski é um apaixonado por cobras e vai comprar uma, que ele garante que será a primeira de muitas. “Assistindo programas de tevê, sempre me chamou a atenção as pessoas que protegem animais na floresta”. Porém, segundo Wellington, numa feira de animais no Ginásio Santa Terezinha, havia uma jiboia.

Aquela cobra me chamou a atenção e me encantei. Comecei a pesquisar e há seis anos estudo as espécies. E agora chegou o momento de ter a primeira, mas quero ter muitas. Elas são dóceis.

Pai de três filhos pequenos, Wellington disse que o animal ficará num terrário dentro do quarto. “Quando as crianças crescerem tenho a certeza de que também gostarão dela”.

“TIVE QUE MUDAR DE CASA COM A COBRA JUNTO”

Bruno Guilherme (Foto: Arquivo Pessoal)

O médico veterinário Bruno Guilherme Monteiro Silva disse que desde pequeno foi fascinado por animais exóticos. Porém, os pais nunca aceitaram o fato de ter uma cobra dentro de casa. “Ele são muito ligados ao misticismo de que serpentes são do mal.

Até mesmo na mitologia, a cobra é simbolizada como traidora, em outras culturas cultuadas como seres superiores, deuses, sabedoria e cura”. De acordo com Bruno, ele estudou as espécies durante dois anos.

Até que adquiri minha primeira serpente. Uma jiboia BCC, vinda do Jiboias Brasil, comércio especializado e legalizado de serpentes. Cheguei com ela em casa. Minha mãe passou mal, todos me chamaram de louco, e eu feliz.

Entretanto, Bruno foi impedido de deixar o pet em casa. “Tive que me mudar com a cobra junto”. O médico veterinário diz que a cobra é um animal super dócil. Ela tem oito anos e nunca me deu bote. Se alimenta a cada 35 dias. Vive em um terrário onde todos os parâmetros são controlados remotamente. “Aonde eu estiver controlo a temperatura, umidade, luz UVA e UVB”.

Os animais exóticos cada vez estão ganhando mais popularidade. Há informações de que em Guarapuava cerca de 250 pessoas têm a cobra como animal de estimação. Porém, esses animais devem obrigatoriamente ser comprados de criadores legalizados e com registro ao IBAMA. De acordo dom Bruno, animais oriundos de criatórios legalizados têm a garantia de que possui seleção genética e livre de doenças hereditárias, congênitas.

“Ou seja, são animais criados para o mercado pet”.

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