Estudantes de colégio agrícola criam minifoguete para reflorestamento

O projeto surgiu por meio de um programa de inclusão feminina organizado pelo Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina

Estudantes de colégio agrícola criam minifoguete para reflorestamento (Foto: Divulgação)

O projeto de três alunas do Ensino Médio de uma escola na Região Oeste do Paraná ganhou destaque. As estudantes do 1º ano desenvolveram minifoguetes de PVC. Assim, o protótipo é capaz de reflorestar áreas desmatadas a baixíssimo custo. O projeto é semifinalista do Prêmio Respostas para o Amanhã. Estephany Cristine da Silva Alves, Marina Grokorriski e Kawany Caroline Duarte da Rocha desenvolveram a ideia.

O prêmio é uma iniciativa global da Samsung que desafia alunos e professores da rede pública de ensino de todo o país a desenvolverem soluções para problemas locais. Assim, utilizando de experimentação científica e tecnológica por meio da abordagem STEM. Essa é uma sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Esse protótipo surgiu por meio de um programa de inclusão feminina organizado pelo Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina. De acordo com as alunas, a motivação veio de um desastre ambiental local. Na Região de Altônia, em 2019, um incêndio queimou 68% do total de uma área de preservação ambiental, chamado Ilha Grande.

A partir desse diagnóstico, o foco do trabalho do professor Emmanuel Zullo Godinho e das estudantes passou a ser a criação de uma ferramenta de semear para uma Região com condições financeiras desafiadoras.

Portanto, nossa primeira preocupação foi trabalhar com meninas, para inclusão de mulheres em novos projetos e ajudar a acabar com a desigualdade. Uma queimada de 78 mil hectares de uma reserva ambiental no Oeste do Paraná no ano passado, afetando fauna e flora, nos motivou a ajudar nesse complicado processo de reflorestamento, já que na área não podem entrar nem plantadeiras nem pessoas. Desse modo surgiu, então, a ideia de usar minifoguetes.

Os materiais utilizados nos minifoguetes e para os lançamentos são de simples aquisição: cola, lixa, parafuso de rosca, um cano de PVC de 25 centímetros, duas arruelas de 32 milímetros, um redutor de cano 20×25. Bem como suporte e soquete opcionais, bicarbonato de sódio, fita de vedação, uma moeda de R$ 0,25, tampão de 25×32, funil, mangueira e ignitor pirotécnico. Além disso, uma pilha de 9 volts, base para soltura e extensão elétrica.

(Foto: Divulgação)

O projeto busca levar sementes de pitanga (por ser uma fruta, tem potencial para atrair animais). Além disso, sementes de ipê (árvore de fácil germinação e capaz de criar um microclima ideal para o desenvolvimento de outras plantas) para os ambientes.

Nosso protótipo é de PVC, eficiente na emissão das sementes. Assim, cada minifoguete promove uma espécie de chuva de sementes: sobe até 300 metros de altura, se desencaixa e a peça com as sementes desce como se fosse um paraquedas, espalhando as sementes. O projeto é de baixíssimo custo. Calculamos que cada lançamento custe R﹩ 50. Na nossa estimativa, com o projeto, seria possível reflorestar uma área de 284 m² por R﹩ 450.

Assim, na sétima edição, o Prêmio Respostas para o Amanhã mobilizou 1.749 estudantes, 997 professores e 303 escolas públicas de diferentes cidades e estados do País.

PRÓXIMA FASE

Entre março e agosto, professores das áreas de Ciências da Natureza e da Matemática e suas Tecnologias puderam inscrever equipes compostas de três a cinco estudantes da mesma classe do Ensino Médio. O prêmio vai anunciar em outubro os 10 finalistas que receberão mentoria on-line para o desenvolvimento dos protótipos.

Em novembro os vencedores nacionais e por júri popular serão conhecidos. Para mais informações, acesse o site ou baixe o aplicativo do Respostas para o Amanhã.

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