Hoje (30) é o último dia da vacinação contra a pólio no Paraná

A Sesa alerta os pais de crianças de 12 meses até cinco anos, para que as levem para a vacinação contra a pólio e outras doenças

Hoje (30) é o último dia da vacinação contra a pólio no Paraná (Foto: Arquivo/AEN)

A Secretaria de Estado da Saúde alerta os pais e responsáveis por crianças de 12 meses até cinco anos para que as levem a postos para a imunização. Isso porque a campanha contra a poliomielite vai até esta segunda (30) no Paraná. Conforme a Agência Estadual de Notícias, todas as salas de vacina estão adotando os protocolos de segurança para a prevenção da covid-19.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a vacina é necessária para prevenir também outras graves doenças nas crianças.

Reafirmamos que a vacinação contra a pólio e contra outras graves doenças é fundamental para a saúde. Alertamos os paranaenses também para a questão das doenças consideradas erradicadas, que podem voltar a qualquer momento. Foi o que aconteceu com o sarampo, que voltou a registrar casos depois de 20 anos.

Além disso, o secretário alertou para que as pessoas atualizem a caderneta de vacinação. “Neste momento que antecede a chegada da vacina contra a covid-19, a população deve atualizar a caderneta de vacinação. Entendemos a expectativa quanto a vacina da covid. Mas alertamos que é preciso estar imunizado contra todas outras doenças para as quais temos as doses disponibilizadas na rede pública. São 18 vacinas ofertadas para imunizar contra doenças tão graves quanto a covid e que também podem levar a óbito”.

VIGILÂNCIA

A Vigilância Epidemiológica da Sesa atua com medidas permanentes de controle, acompanhando todas as notificações e casos suspeitos de doenças consideradas erradicadas como sarampo, pólio, rubéola e difteria. Desse modo, a notificação compulsória das ocorrências suspeitas é a principal fonte da vigilância. A partir dos registros são desencadeadas as ações de contenção.

No caso da pólio, que é a paralisia infantil, doença infectocontagiosa viral aguda, a vigilância é feita com a notificação e monitoramento de casos suspeitos de paralisias que chegam aos hospitais. Assim, como quadros de fraqueza muscular e outras manifestações que indiquem redução de tônus muscular. Identificando esses casos, é feito o controle da poliomielite.

O Paraná não registra casos de pólio desde 1.986. Mas para que a população esteja totalmente protegida, a cobertura vacinal precisa atingir 95% de 583 mil crianças na faixa de um ano até menores de cinco anos.  Conforme a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes, até o momento, o Paraná apresenta a cobertura vacinal de 76% desta faixa. O que indica que milhares de crianças ainda precisam receber a dose.

(Foto: Arquivo/RSN)

SARAMPO

O sarampo é outra doença de contágio viral que sempre preocupa a Vigilância e o Programa Estadual de Imunizações. Isso porque pode levar a complicações como encefalite, meningite e pneumonia e, em casos de maior gravidade, pode provocar a morte. O Paraná saiu da situação de surto do sarampo em setembro, depois de completar 90 dias sem registro de novos casos. Entre agosto do ano passado e agosto deste ano, o Estado totalizou 1.976 casos.

CONTAMINAÇÃO

Além disso, uma pessoa contaminada com sarampo pode transmitir para outras 18. De acordo com Maria Goretti, a Vigilância faz diversas ações para garantir o controle. Mas a proteção contra a doença acontece mesmo com a vacina, que no caso do sarampo tem 95% de eficácia. Para estar imunizado é preciso receber duas doses da Vacina Tríplice Viral entre um ano e 29 anos. Entre 30 a 59 anos, a imunização ocorre com dose única.

Por fim, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, também segue em todo Estado até dia 18 de dezembro. E nesta fase, a vacinação se destina às pessoas na faixa de 20 a 29 anos.

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