Inquérito vai investigar denúncia de compra de votos à prefeitura em PG

Promotoria da justiça eleitoral reconhece indícios de prática de crime eleitoral pela chapa da candidata Elizabeth Schimidt e capitão Saulo

Inquérito vai investigar denúncia de compra de votos à prefeitura em PG (Foto: Reprodução/Pixabay)

A promotoria da Justiça eleitoral, por meio do promotor Jânio Luiz Pereira, determinou a instauração de inquérito policial federal a fim de apurar possível prática de crime eleitoral de compra de votos, nas eleições à prefeitura de Ponta Grossa.

O MP reconheceu na denúncia a presença de indícios da prática de crime eleitoral pela chapa da candidata Elizabeth Silveira Schimidt e Saulo Vinícius Hladyszwski. Além disso, o MP indicou diligências iniciais como o interrogatório dos candidatos envolvidos e a inquirição das testemunhas arroladas. Além disso, devem serão ouvidos os vereadores Divonsir Pereira Antunes, Sebastião Mainardes Júnior, entre outras testemunhas.

A denúncia é do candidato à vice Pietro Arnaud, que concorreu na chapa encabeçada pela candidata Mabel Canto. Entre as provas apresentadas estão vários depoimentos e vídeos de pessoas que teriam sido procuradas para cooptar votos em troca de valores que variavam entre R$ 50 a R$ 100. De acordo com as testemunhas ouvidas, para receber os valores, era preciso enviar cópia do título eleitoral das pessoas procuradas.

INDÍCIOS

Além disso, consta na denúncia feita ao MP, que eleitores foram procurados para que “trocassem” o voto pela quantia de R$ 50, em clara captação ilícita de sufrágio, usualmente chamada de “compra de votos”, e crime de caixa dois, ofendendo a normalidade e a legitimidade das eleições em Ponta Grossa.

Juntaram-se aos autos áudios, vídeos e imagens que comprovam a “contratação” de diversos eleitores “fiscais” para garantir os votos nos investigados, mediante a comprovação de que teriam votado na   candidata então vice do atual prefeito Marcelo Rangel, Elizabeth Schmidt.

Assim sendo, os títulos eleitorais eram fotografados e enviados para os responsáveis pelo pagamento, garantindo, portanto, que o valor pago de fato refletisse nas urnas. Em caso de êxito, apontam as denúncias, ganhariam uma gratificação da investigada.

Em uma das gravações, há uma denúncia de que cerca de 15 mil pessoas teriam sido “contratadas” desta maneira no segundo turno. O trabalho de investigação deverá ser feito pela Polícia Federal, que irá ouvir os envolvidos e as testemunhas.

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