22/08/2023
Cotidiano Em Alta Paraná

Irati tem melhor qualidade de vida da Região, diz ranking

Guarapuava é destaque em conectividade, mas enfrenta gargalos na inclusão social e infraestrutura periférica. Nova Laranjeiras é 'lanterninha'

Parque Aquático de Irati (Foto: Divulgação)

O Paraná consolidou-se como o 4º estado com melhor bem-estar social do Brasil, atingindo 63,83 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) 2025. O indicador, desenvolvido pelo Instituto Imazon, vai além do PIB e analisa o que realmente impacta o dia a dia do cidadão: saúde, educação, moradia e direitos individuais. Trata-se, portanto, de uma ferramenta multidimensional que avalia a qualidade de vida e o bem-estar social dos 5.570 municípios brasileiros. O Paraná fica atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina.

De acordo com o ranking, no topo da lista estadual e nacional, Curitiba brilha com 69,89 pontos, ocupando a 11ª posição entre os mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Entretanto, ao olhar para o interior, o ranking revela um contraste profundo entre o desenvolvimento consolidado e Regiões que ainda lutam por necessidades básicas.

O grande destaque positivo da Região Centro-Sul é, sem dúvida, Irati. Com uma pontuação de 66,30, a cidade alcançou uma expressiva 17ª colocação no ranking estadual e a 220ª posição nacional. Conforme a avaliação, a causa do sucesso de Irati são os índices sólidos no pilar de “Fundamentos do Bem-estar”.

O município se destaca pela eficiência na saúde preventiva e na educação básica. Além disso, o respeito aos Direitos Individuais coloca a cidade em um patamar superior à média regional, servindo de exemplo de equilíbrio entre crescimento e cuidado social.

GUARAPUAVA EM 110º LUGAR NO PARANÁ

Já Guarapuava, principal polo regional, ocupa a 110ª posição no Paraná e 1.137ª no Brasil. Com 62,78 pontos a cidade surge como referência em acesso à informação e comunicação e qualidade do meio ambiente. O fácil acesso ao ensino superior é outro motor que impulsiona a nota da cidade, conforme o Instituto Imazon. Por outro lado, o crescimento urbano trouxe desafios. A inclusão social, com foco em pessoas em situação de rua, e o déficit de infraestrutura em moradias periféricas impedem uma subida maior no ranking.

Prudentópolis e Pinhão, de acordo com o Instituto, enfrentam dificuldades em manter o básico para os habitantes. Pinhão surge com 56,41 pontos que os colocam em 366º lugar no Paraná e em 3.879º lugar no cenário nacional. O município sofre principalmente com índices baixos de nutrição e saneamento. Já Prudentópolis (58,30) figura na 317º no ranking paranaense e em 3.025º lugar no nacional.

Embora tenha uma cultura rica, falha no pilar de oportunidades, com baixa inclusão social e pouca mobilidade para grupos vulneráveis. Turvo, por sua vez, com 57,00, é avaliado no nível intermediário-baixo. Possui indicadores próximos aos de municípios vizinhos de Região, com desafios acentuados em saneamento e educação superior. A situação torna-se complexa à medida que o ranking traz os índices da Região da Cantuquiriguaçu. Laranjeiras do Sul, com 59,59 pontos, ocupa a 262ª posição no estado. Embora mantenha um desempenho equilibrado, a cidade sofre com a falta de oportunidades de qualificação (ensino superior) e barreiras na inclusão de minorias.

SITUAÇÃO CRÍTICA

Na Região da Amocentro, entretanto, o ‘cinturão crítico’ fica por conta de Campina do Simão e Goioxim. Os dois municípios enfrentam barreiras estruturais históricas. Campina do Simão, com 54,47 pontos, fica em 390º lugar no Paraná. Enquanto Goioxim com 53,74 pontos figura no 397º lugar no ranking paranaense. Em ambos os casos, de acordo com os indicadores, o progresso social é freado pela infraestrutura precária de moradia. Evidencia-se aí a coleta de resíduos e esgotamento sanitário. A dificuldade de acesso ao conhecimento básico também é fator que puxa a nota para baixo.

Enquanto isso, Nova Laranjeiras soma 49,67 pontos e amarga a última posição entre os 399 municípios paranaenses no ranking paranaense.  Também está no fim da lista dos 5.570 municípios brasileiros, ocupando a posição de 5.400. De acordo com os indicadores, o baixo desempenho é crítico em necessidades humanas básicas, com faltas graves em saneamento, acesso à água potável e segurança pessoal.

O INSTITUTO

O Imazon tem a parceria da Fundación Avina, Amazônia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento e Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. Ao total, são 57 indicadores que possibilitam mensurar a qualidade de vida da população de forma multidimensional. O ranking leva em consideração informações como nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia, segurança pessoal, acesso à informação e comunicação, acesso à educação superior e qualidade do meio ambiente.

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Cristina Esteche

Jornalista

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