Juíza determina o retorno imediato da guarda na cadeia de Guarapuava

Magistrada determinou, também, que se tomem medidas para garantir a seguranças dos agentes policiais escalados para a função

 A juíza Liliane Graciele Breitwisser determinou ao Comando do 16º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Guarapuava, a retomada urgente do serviço de guarda e segurança externa da carceragem na Cadeia Pública, com instalações físicas compartilhadas com a 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava (SDP).

Em oficio encaminhado ao comandante da PM, tenente-coronel Adilson Luiz Lucas Prüsse, a magistrada determina também que se tomem medidas cabíveis para garantir a seguranças dos agentes policiais escalados para a função.

“Por exemplo, não realizar a escala de um agente policial sozinho para tal fim”, como vinha acontecendo na cadeia de Guarapuava. Até então, um PM tinha a função de garantir a segurança de 450 presos em dias de banho de sol e de visitas familiares.

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A juíza também considerou ilegal a medida de apenas uma viatura para o policiamento motorizado no entorno da 14ª SDP.

De acordo com o ofício, que também foi encaminhado à Corregedoria Geral da Polícia Militar, o Ministério Público também solicitou ao comandante da PM, que as guardas fossem mantidas.

“Todavia, após o recebimento de tais determinações expressas no sentido de ser mantida a atividade de guarda no estabelecimento prisional, a autoridade policial optou por retirar abruptamente os agentes policiais destinados a tal atividade, tendo literalmente abandonado o múnus público que lhe incumbia”.

Esta reportagem procurou o Comando do 16º BPM na tarde deste sábado (1), mas sem sucesso em conseguir contato com Prüsse.

TENSÃO

O sábado está sendo de tensão na cadeia pública de Guarapuava. Após a fuga de um preso e a tentativa de vários outros na noite dessa sexta (30), alguns presos já estão no pátio para o banho de sol. Porém, não há nenhuma segurança externa nas guaritas. A apreensão é porque há possibilidade de novas tentativas de fugas e de rebeliões.

“Final de ano a situação se complica ainda mais, por causa, principalmente, do Natal, quando os ânimos dos presos se alteram ainda mais. Não sabemos o que vai acontecer porque a situação aqui é caótica”, disse uma fonte interna ao Portal RSN neste sábado.

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