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Governador Beto Richa acompanhado do presidente da jucepar, Ardisson Naim Akel, reitor da universidade federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, presidente da associação dos tradutores públicos do paraná, MAriano Czaikowski e demais autoridades, empossa 186 tradutores públicos juramentados credenciados na junta comercial do Paraná. Curitiba, 28/08/2012 Foto: ANPr
LICITAÇÃO DA PR-323

Lava Jato denuncia Beto Richa por corrupção de cerca de R$ 7,5 milhões

Outras seis pessoas também foram denunciadas

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Governador Beto Richa acompanhado do presidente da jucepar, Ardisson Naim Akel, reitor da universidade federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, presidente da associação dos tradutores públicos do paraná, MAriano Czaikowski e demais autoridades, empossa 186 tradutores públicos juramentados credenciados na junta comercial do Paraná. Curitiba, 28/08/2012 Foto: ANPr

[caption id="attachment_154150" align="aligncenter"] (Foto: Jonas Oliveira/ANPR)[/caption] O Ministério Público Federal no Paraná divulgou nesta quarta (5) que a força-tarefa Lava Jato denunciou, Carlos Alberto Richa (Beto Richa), Ezequias Moreira, José Richa Filho (Pepe Richa), Luiz Abi Antoun, Dirceu Pupo Moreira, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller pela prática, ao longo de 2014, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, relacionadas à licitação da Parceria Público Privada para exploração e duplicação da PR-323, que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná. De acordo com a denúncia, Beto Richa, Ezequias Moreira, José Richa Filho em esquema com Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller, fraudaram a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann Engenharia e pela Odebrecht. A investigação apontou o contato entre empresários ligados às empresas integrantes do consórcio e os agentes públicos antes mesmo da publicação das diretrizes para a licitação ganha posteriormente pelo consórcio. Os agentes públicos atuaram para o afastamento de outros potenciais concorrentes e descumpriram formalidades legais. Para garantir o favorecimento do consórcio, o grupo criminoso integrado pelo ex-governador recebeu vantagens indevidas de cerca de R$ 7,5 milhões. Para que o Consórcio Rota das Fronteiras vencesse a licitação para a exploração e duplicação da PR-323, executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira e, para viabilizar o recebimento dissimulado de valores, Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun atuaram como intermediários. Dentro deste valor prometido pelos empresários, perícias dos sistemas DROUSYS e MyWebDay, da Odebrecht, revelaram no intervalo de dois meses ao longo de 2014, pagamentos superiores a R$ 3,5 milhões para o codinome "Piloto", utilizado para identificar o ex-governador. CESSÃO DE IMÓVEL O recebimento de outra vantagem indevida, no valor de R$ 3,4 milhões, deu-se pela cessão, em favor de Beto Richa, de cotas de um imóvel em valor subfaturado por parte de Rafael Gluck e de José Maria Ribas Mueller, executivos da Tucumann Engenharia, empresa que fazia parte do consórcio e que foi beneficiada pelo esquema criminoso. Este valor foi dissimulado pela participação da Ocaporã como intermediária, empresa formalmente gerida por Dirceu Pupo Ferreira, mas ligada por intrincadas relações societárias a Beto Richa e seus familiares. A análise das operações financeiras e das informações contábeis da Ocaporã demonstrou que Rafael Gluck e José Maria Ribas, após seis anos de investimento, venderam um empreendimento imobiliário concluído à empresa de familiares de Beto Richa por valor inferior ao investido. A estimativa feita pelo setor técnico da Procuradoria-Geral da República é de que a venda formal se deu em um valor 44% inferior ao preço de mercado.