Leandre diz que Cancer Center é ‘divisor de águas’ e referência estadual

Parceria entre Leandre e Guarapuava começa pela proximidade entre Chopinzinho, onde nasceu, e já gerou cerca de R$ 5 milhões em recursos

Leandre diz que Cancer Center é ‘divisor de águas’ e referência estadual (Foto: Bela Nunes/RSN)

A identificação da deputada Leandre Dal Ponte (PV) com Guarapuava se dá pela proximidade com Chopinzinho, cidade onde nasceu. Entretanto, além dos 119 quilômetros que separam as duas cidades, afinidades políticas também formam esse elo.

De acordo com a parlamentar, que esteve no Portal RSN, nesta segunda (26), a saúde sempre pautou o mandato. Assim, a ex-secretária de Saúde de Saudade do Iguaçu, projetou uma atuação que pudesse auxiliar as pessoas. “Me comovia muito ver pacientes de câncer se deslocando até Curitiba. Muitos deixavam de fazer o tratamento pelas dificuldades”.

Como diretora de uma casa de acolhimento para pacientes do Interior em Curitiba, Leandre conheceu pessoas de Guarapuava. “Percebi a necessidade de uma hospital que ficasse mais próximos das pessoas e com resolutividade”. E como deputada, essa parceria já resultou em cerca de R$ 5 milhões para o setor de saúde em Guarapuava.

O COMEÇO

Conforme a deputada Leandre, a partir dessa constatação, ela procurou conhecer o Hospital Erasto Gaertner em Curitiba. Daí em diante, entrar no projeto do Câncer Center, unidade presente no bairro ‘Cidade dos Lagos’ foi apenas o próximo passo.

Quando conheci o projeto do empresário Odacir Antonelli vi que essa unidade teria resolutividade. Já neste começo está sendo muito bom. Câncer Center é referência imediata para 20 municípios da Região Central do Estado. Essa estrutura servirá como exemplo em pesquisa para todo o País.

Segundo o projeto, o prédio reúne os laboratórios de pesquisa genética e as cabines para a quimioterapia. Além disso, a ala de atendimento ocupa o térreo do edifício. Foram entregues seis leitos de observação, sala de emergência e cinco consultórios. Portanto, no primeiro andar ficam as instalações do IPEC. Cuja missão é desenvolver pesquisa genômica e oferecer formação em medicina de precisão.

O empresário Odacir Antonelli (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Todavia, o hospital e a radioterapia estão em construção. O primeiro para atendimento de pacientes moderados e graves e terá 100 leitos. Desses, 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de um centro cirúrgico.

Já a radioterapia é inédita em Guarapuava e responde uma demanda antiga da população. Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, prevê-se o funcionamento total partir do ano que vem. “É um dos projetos mais ambiciosos da saúde pública do Estado”. Conforme a deputada Leandre, dessa forma o Cancer Center se transformou em um ‘divisor de água ‘ e se transforma em referência estadual.

CONSTRUÇÃO COLETIVA

Não se pode tratar do Cancer Center sem falar em construção coletiva. Isso porque o complexo especializado em oncologia reúne um Hospital do Câncer, a Radioterapia, a Quimioterapia e o Instituto para a Pesquisa do Câncer (IPEC). No entanto, tudo isso nasceu do empenho de autoridades. Ou seja, Executivo, Legislativo, Judiciário e administração pública (federal, estadual e municipal). Além do engajamento da academia e de setores da sociedade civil organizada. Assim, administrado pelo Hospital São Vicente e pelo Hospital Erasto Gaertner trata-se de uma unidade referência nacional para o tratamento de câncer.

O empresário Odacir Antonelli doou o terreno no megabairro, possibilitando reunir o Hospital Regional e shopping. Também campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Do mesmo modo,  prédios executivos, clínicas médicas particulares, Centro de Eventos, entre outros empreendimentos. Odacir preside o Conselho Gestor do CH.

ARTICULAÇÃO

Nesse ínterim, médicos do São Vicente de Paulo, liderados pelo cirurgião e professor David Livingston, se articularam com os provedores da unidade. E, autoridades, setor privado, a Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG). A Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro).

Dessa maneira, com essa união, tudo para a criação de um instituto de pesquisa sobre o câncer. Com isso, a ampliação mais tímida, ainda que extremamente fundamental, virou um grande complexo. São quatro especialidades conectadas em dois prédios.

Cancer Center – Erasto Gaertner em Guarapuava (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

O motivo é porque além da radioterapia, da ampliação da quimioterapia e do IPEC, os provedores do Hospital São Vicente de Paulo resolveram investir em um novo Hospital do Câncer. O ambulatório de quimioterapia já atende pacientes. A estrutura conta com 20 poltronas em cabines individualizadas com televisores. Seis leitos de observação, sala de emergência, cinco consultórios, cabine de biossegurança para manipulação de quimioterápicos. Entre outros equipamentos.

INSTITUTO

O Instituto para a Pesquisa do Câncer constitui-se em iniciativa inédita no Paraná. Ele conta com um sequenciador que custou R$ 7 milhões. Um dos melhores aparelhos à disposição de cientistas no Brasil. O IPEC tem como missão desenvolver pesquisa básica e aplicada voltada ao diagnóstico, prognóstico e tratamento do câncer e doenças de base genética. O intuito também é promover a formação especializado em medicina de precisão.

Criado para ser uma plataforma de pesquisa genômica, o Ipec já conta com corpo técnico e clínico especializado. Capaz de trabalhar com amplo portfólio de testes genéticos. Portanto, para isso possui equipamentos e metodologias de última geração. Tanto que, atuará em diferentes áreas, como oncogenética, neurogenética, cardiogenética e doenças raras.

Embora ainda recente, o IPEC já estabeleceu parcerias nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisas. Entre estas inclui-se a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -Universidade de São Paulo (FMRP/USP). A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ainda a  Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade de Illinois (UIC – USA) e Universidade de Calgary (Canadá).

REDE GENÔMICA

Mas, quanto ainda se estruturava completamente, o instituto foi peça fundamental na criação da Rede Genômica. Envolve cerca de 100 pesquisadores de diferentes instituições para estudar a Covid-19. São 12 instituições do Estado participantes. Incluindo todas universidades estaduais.

Os cientistas estão desenvolvendo um estudo pioneiro no Brasil e na América Latina. Trata-se de manifestações clínicas da doença em diferentes tipos de pacientes. Serão analisados o comportamento da Covid-19 em infectados com quadro clínico grave e mantidos na UTI com ventilação pulmonar. Da mesma forma que pacientes com quadro clínico moderado, internados na enfermaria. Também daqueles que se recuperaram sem a necessidade de transferência para a UTI. E ainda pacientes com quadro clínico leve ou assintomáticos.

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