Mesmo sem corpo ter aparecido, Justiça condena três pela morte de Acir

Acir está desaparecido desde 30 de novembro de 2018, após ter sido sequestrado, extorquido e morto. Penas somam 135 anos de prisão

Acir Roberto de Almeida (Foto:Arquivo/RSN)

Embora o corpo de Acir Roberto de Almeida não tenha aparecido, após 15 meses do seu desaparecimento, três pessoas foram condenadas em Guarapuava. Entretanto, a Promotoria sustenta que há provas concretas de que o homem foi morto pelos denunciados. De acordo com o Ministério Público, o julgamento de Josias da Silva Padilha, Edegar Fernandes e Regiane de Fátima Santos Kotuinski foi nessa segunda (17).

Assim, o Conselho de Sentença decidiu pela culpa dos réus. E a sentença proferida pela juíza substituta Susan Nataly Dayse Perez da Silva, mostra que juntas as penas somam 135 anos de prisão. De acordo com o Ministério Público, os três envolvidos foram denunciados por extorsão mediante sequestro que resultou em morte. Além de furto e ocultação de cadáver.

Conforme a denúncia apresentada pela 10ª Promotoria de Justiça de Guarapuava, Josias, Edegar e Regiane sequestraram o empresário no fim de novembro de 2018 e o mantiveram em cárcere privado por vários dias. De acordo com as investigações, após ter sido sequestrado, Acir foi obrigado a fazer transferências de valores em benefício dos réus, sob a ameaça de ter os filhos mortos.

Assim, foram transferidos R$ 184 mil em duas vezes: 30 de novembro, dia do desaparecimento de Acir, e 6 de dezembro, ambas em 2018. Porém, desse valor, no dia da prisão de um dos envolvidos, a polícia recuperou R$ 80 mil. Conforme o Ministério Público, os três também furtaram a caminhonete, encontrada em chamas numa plantação às margens da BR-277.

SENTENÇAS

A mulher e os dois homens foram condenados, respectivamente, às penas de 37, 48 e 50 anos de prisão, em regime inicial fechado. Pelo crime, os três já se encontravam presos preventivamente desde 14 de dezembro de 2018.

Porém, os três continuam sustentando a tese de que Acir teria forjado o próprio sequestro. Dizem que após ficar com parte do dinheiro sacado da conta bancária, chamou um Uber e sumiu. Para validar a suposta farsa, um dos condenados fez montagens amadoras no perfil da vítima em redes sociais, dando a entender que a vítima estaria trabalhando no Mato Grosso.

Embora o corpo de Acir ainda não tenha aparecido, segundo o criminalista Loêdi Lisovisk, à época, casos como esse são complexos. “Existe uma dificuldade, mas não existe o corpo. A pergunta é: existe uma testemunha”? Segundo Loêdi, no caso de não haver o corpo, informações de uma testemunha devem suprir essa falta.

Ele cita como exemplo, o caso envolvendo o goleiro Bruno em que uma testemunha afirmou que a modelo e atriz Elisa Samudio teria sido morta por estrangulamento. Em seguida, o cadáver teria sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. O corpo, entretanto, ainda não apareceu.

No caso de Acir, assim como na morte de Elisa Samudio, o Estado deu a resposta.

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