Meu Campinho se torna referência em integração social nas cidades

Além de espaços para esporte e lazer, projeto promove a convivência e valorização urbana. Em um ano e meio, 36 unidades foram instaladas no Estado

Meu Campinho já chegou em 26 cidades do PR (Foto: ARNPr)

Ponto de referência em lazer, integração e convivência nos municípios, o projeto Meu Campinho passa por expansão de 2019 para cá. Em um ano e meio, o Governo do Estado viabilizou a implantação de 36 unidades, em 26 municípios paranaenses.

Desse modo, iniciativa reconhecida como inovadora, o Meu Campinho se constitui em espaços com conjunto de equipamentos públicos para a prática esportiva nas comunidades dos municípios paranaenses.

Assim, o objetivo do projeto, que é implantado pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, vai além da prática esportiva e busca promover uma melhoria na qualidade de vida das famílias.

Para o secretário João Carlos Ortega, cada Meu Campinho se torna ponto de referência no lazer, na integração social com os valores de família, na requalificação urbanística, nos cuidados com o meio ambiente e na inovação.

“São construídas canchas e equipamentos esportivos e de lazer, mas o que as pessoas recebem é um ponto de referência para a convivência com segurança, para as crianças não correrem riscos de violência nas ruas e terem atividades saudáveis quando estão fora do horário de aulas. Há um grande benefício social decorrente da implantação de um Meu Campinho”.

INVESTIMENTO

Só do ano passado para cá o investimento chega a R$ 18,2 milhões. Do total, R$ 7,9 milhões do Tesouro do Estado e R$ 10,3 milhões liberados pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), via Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, com operação do Paranacidade.

Desse modo, das 36 unidades, dez estão em execução e 26 já foram concluídas e entregues à população. A ideia foi trazida da Alemanha pelo governador Ratinho Junior, à época em que ainda era o secretário do Desenvolvimento Urbano, e ganhou melhorias.

ESPAÇO URBANO

O arquiteto e assessor técnico e de planejamento do Paranacidade, Hélio Marzalek, responsável pela atualização e ampliação da proposta, acrescenta que, na concepção atual, o Meu Campinho tem também a função de promover uma mudança do espaço urbano.

“A unidade funciona como fator de requalificação urbanística. Inclui o paisagismo, com arborização, calçadas, bancos à sombra”, diz ele.

“Além de todos os benefícios diretos nas áreas do esporte, do lazer e da convivência, o Meu Campinho traz conceitos ambientais, com o plantio de árvores nativas regionais. É uma obra ambientalmente correta, com pisos permeáveis, que permitem a passagem da água da chuva e sistemas de drenagem. Ao final, o conjunto fica bonito, se destaca no cenário, cria nos usuários a sensação de pertencimento e aumenta a autoestima dos moradores”, enfatiza Marzalek.

MODULÁVEIS

Acessível a todos os municípios paranaenses, os projetos são moduláveis para atender as diferentes capacidades financeiras ou a eventual limitação de espaço físico das cidades. Uma unidade pode ter a cancha de grama sintética, o parque infantil e uma pista de caminhada.

Mas também pode receber outros equipamentos, como a cancha de bocha ou a meia quadra de basquete. Além disso, em relação aos brinquedos infantis, Hélio Marzalek destaca as características educativas dos itens selecionados. “Todos são construídos para atender a fisiologia e as necessidades de desenvolvimento motor e cognitivo das crianças”.

INOVAÇÕES

Desse modo, o projeto Meu Campinho está em desenvolvimento permanente. Assim, Marzalek explica que para atender a diretriz do governador Ratinho Junior de incorporar tecnologia com maior eficiência e inovações em processos e projetos, o Meu Campinho poderá ter, já nos próximos meses, a possibilidade de oferecer acesso à internet wi-fi.

“Então, para praticar esporte, encontrar um amigo, levar as crianças para passear, praticar caminhada, um local para o teatro ou o cinema itinerante, a resposta será sempre o Meu Campinho”, afirma ele. “E como nem sempre as pessoas têm acesso à internet, por que não oferecer o acesso gratuito aos frequentadores”, defende.

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