Modernização amplia desempenho da hidrelétrica de Foz do Areia

A Usina fica no Rio Iguaçu em Pinhão, e pode produzir energia suficiente para atender necessidades de até 4,7 milhões de pessoas

Usina fica em Pinhão (Foto: AENPr)

A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto – Usina Foz do Areia – em Pinhão, passa por amplo processo de modernização. De acordo com as informações, a quarta e última unidade geradora a ser modernizada. A unidade 3, está pouco a pouco sendo desmontada para passar por uma renovação total. Esta semana, foi retirado o rotor da turbina, que será substituído após 40 anos de operação.

Dessa maneira, o novo rotor e as demais peças que serão trocadas da unidade 3 já estão na Usina. A instalação começa em janeiro. Isso porque, o trabalho de desmontagem completa da máquina ocorre em um período de mais quatro meses. Depois, serão mais cinco a seis meses de trabalho intenso para montagem da unidade reformada e testes antes e retomar a operação.

A Usina fica no Rio Iguaçu, e possui quatro unidades geradoras com 1.676 megawatts de potência total instalada. Desse modo, pode produzir energia suficiente para atender às necessidades de até 4,7 milhões de pessoas. Conforme os dados, o processo de modernização começou em 2011, iniciado com a reforma dos equipamentos de levantamento de carga. Na sequência, três grupos de turbinas e geradores começaram, um a um, a passar pela renovação, iniciando pela unidade geradora 2, seguida pelas unidades 1, 4 e agora a 3.

QUALIDADE E EFICIÊNCIA

Conforme o Governo do Estado, o valor gasto nas quatro unidades chega a R$ 150 milhões. A previsão para conclusão do trabalho é 2021. Além de ampliar a vida útil do empreendimento, as melhorias proporcionam ganhos no desempenho da Usina. Com a modernização, as unidades geradoras passam a ter melhor rendimento. Ou seja, conseguem produzir energia com menor consumo de água. O que garante melhor aproveitamento do potencial hidráulico em especial quando o nível do reservatório está baixo.

Assim, a segurança e a confiabilidade da operação de GBM também aumentou. Ensaios mostram que os níveis de vibração e pulsação da turbina diminuíram, já que o novo rotor ganhou um novo design hidráulico. São melhorias significativas em uma usina que já é exemplar. Foz do Areia, assim como as demais hidrelétricas, recebe avaliação periódica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, mesmo durante o processo de modernização, tem conceito geral ‘Excelente’.

Obras terminam em 2021 (Foto: AENPr)

MAIS DO QUE ENERGIA

Além da relevante contribuição de Foz do Areia para o abastecimento elétrico do país – é a segunda maior geradora da Região Sul. Desse modo está na 12ª colocação no ranking brasileiro. Além disso, a usina já repassou mais de R$ 533,5 milhões aos cofres públicos desde abril de 1993.

O pagamento refere-se à compensação financeira por uso de recursos hídricos para fins de geração de energia. Isso porque,  por lei, o recurso deve ser usado para ações voltadas à promoção social. Além de gastos com a melhoria da qualidade de vida das populações em municípios, que tiveram parte do território ocupada por reservatórios de hidrelétricas.

REGRAS

Conforme as regras atuais definidas pela Aneel, o montante da compensação é composto por 7% do valor da energia produzida pela usina multiplicado pela Tarifa Atualizada de Referência. Desse modo, o total é separado em duas parcelas, uma de 6,25% e outra de 0,75%.

Ainda de acordo com as informações, da parcela de 6,25%, 65% vão para municípios abrangidos pelos reservatórios das usinas e 25% repassados ao Estado Assim, no caso da usina Foz do Areia, os municípios que recebem benefícios ao longo desse período são Cruz Machado, Porto Vitória, União da Vitória. E ainda, Bituruna, Pinhão e Porto União (este em Santa Catarina).

Além disso, os 10% restantes pertencem aos órgãos da administração direta da União: os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente recebem 3% cada. E ainda o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe 4%. Por fim, a parcela de 0,75% da compensação segue para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

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