Morte de jovem em Guarapuava alerta para o perigo da depressão

Mortes e tentativas em Guarapuava e outros municípios da Região mostram que a depressão é caso de saúde pública e precisa ser encarada de frente

Fabio Cuchar, mais uma vítima da depressão (Foto: Reprodução/Facebook)

A morte do jovem Fabio Cuchar, de 25 anos, além da comoção nas redes sociais, chama a atenção para um ‘vírus’ que atinge a sociedade. A depressão tem causado mortes prematuras e levado a atentados contra a própria vida. Recentemente, o Corpo de Bombeiros de Guarapuava salvou uma pessoa que tentava se atirar do viaduto na BR-277, trevo principal de acesso à cidade.

Nesse domingo (8) um jovem se embriagou e atirou contra o próprio queixo, na frente da namorada em Prudentópolis. Foi socorrido e resistiu. Mas conforme a equipe médica da Santa Casa de Prudentópolis, o estado de saúde dele é grave. Ainda nesse domingo, uma adolescente, 14 anos, tirou a vida no interior do município de Guamiranga, perto de Irati. Na semana passada, outro jovem foi vítima de depressão fatal em Reserva do Iguaçu. “Triste realidade da nossa Região”, diz o psiquiatra Cléber Ferreira, de Guarapuava.

Entretanto, infelizmente, Fabio conseguiu o seu objetivo. O seu corpo foi encontrado por uma irmã, por volta das 10h45 desse domingo (8), já sem vida, na casa onde morava, nos fundos da residência da família. Porém, uma anotação feita no perfil do jovem no Facebook, demonstra que ele sofria de preconceito. “Se conhecer e se AMAR o suficiente pra entender que em certos lugares tu não se encaixa”.

DEPRESSÃO

De acordo com o psiquiatra, que faz palestras públicas contra a depressão e suas consequências, Fabio tinha interrompido o tratamento, e já tinha outras tentativas. “Ele estava deprimido”. Assim, postagens de amigos nas redes sociais mostram que o jovem era dócil, dedicado, comprometido com as amizades. Porém, deprimido.

Conforme o psiquiatra, o preconceito pela sexualidade, a falta de diálogo, os conflitos familiares são alguns fatores que contribuíram para a decisão do jovem. “Os estressores ambientais são bem mais graves do que o fator genético. Isso porque se a pessoa toma medicamento, esses estressores sugam a serotonina e aí vem a depressão”.

CASO DE SAÚDE PÚBLICA

Conforme Cléber Ferreira, a depressão passou a ser um caso de saúde pública. Porém, há falta de capacitação dos servidores que atuam na área. “É preciso que os agentes saibam identificar um paciente com depressão. Encaminhá-lo para tratamento especializado”.

Todavia, segundo o psiquiatra, a falta de acolhimento pela família, é outro agravante. “É preciso que o jovem seja acolhido, tenha a compreensão da família. É preciso muito diálogo e acompanhamento. As pessoas precisam entender isso”.

SERVIÇO

O corpo do jovem Fabio Cuchar foi velado na Associação de Moradores Vale do Jordão (Aprovale). Por fim, o sepultamento ocorreu 15h desta segunda (9), no Cemitério do Jordão.

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