O Paraná entra em estado de epidemia de Dengue

Preocupada com coronavírus - uma doença que não chegou ao Estado -, a população precisa ficar em alerta e auxiliar no combate aos criadouros do mosquito

Dados da Sesa mostram o registro de mais de 113 mil casos notificados no Paraná (Foto: Valdecir Galor/SMCS)

O boletim da dengue divulgado nesta semana pela Secretaria da Saúde do Paraná confirma que o Estado passa agora para o patamar de epidemia com 44.441 casos confirmados da doença e 113.488 casos notificados. O aumento semanal nos dois indicadores é de 27,32% e de 18,3%, respectivamente.

De acordo com os dados da Sesa, no total, 106 municípios estão em epidemia, 15 a mais que na semana anterior. Além disso, estão em situação de alerta para a dengue 47 municípios, 14 entraram para esta relação a partir da publicação do boletim desta quarta (4).

Em tempos de preocupação com coronavírus, uma doença que não chegou ao Estado, a população precisa ficar em alerta e auxiliar no combate aos criadouros do mosquito. Dados da Sesa, mostram que 90% dos focos de mosquito estão em residências e comércios. A população deve ter consciência de que a dengue mata.

Ainda de acordo com os dados da Saúde, mais um caso importado foi confirmado em Guarapuava. Agora são três casos importados confirmados, outras 23 suspeitas já foram descartadas e cinco seguem em investigação. Na 5ª Regional de Saúde, com sede em Guarapuava, foram confirmados um caso em Pitanga, um em Prudentópolis e outro em Porto Barreiro. Os três são relatados como importados.

Aproximadamente 90% dos focos estão em casas e comércios (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

COMBATE AOS FOCOS

Uma das cidades mais atingidas pela doença é Nova Cantu. Assim, ações da Secretaria de Saúde conseguiram diminuir substancialmente os índices de focos e infestação do mosquito da dengue. As ações implantadas no local de remoção mecânica, os índices de incidência e notificação de casos despencaram. Desde o fim de janeiro, nenhum caso de dengue foi notificado pelo município, que chegou a 589 pessoas doentes, equivalente a 11% da população.

“Estes exemplos são marcantes de resultados reais de ação mecânica, da remoção dos criadouros e do trabalho técnicos das equipes. A queda foi drástica e tivemos sucesso na eliminação dos focos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Temos que ampliar este trabalho para as demais Regiões do Estado. Estamos alcançando resultados positivos. Mas precisamos ainda da ajuda de todos”, afirmou.

A força-tarefa coordenada pela Secretaria da Saúde foi composta por técnicos do Estado e dos municípios da Região de Campo Mourão e agentes de endemias e comunitários de saúde. Nesta semana a Sesa está fazendo a distribuição para os municípios de unidades de larvicida (pyriproxyfen), produto usado por agentes de vigilância na remoção de criadouros.

A larvicida foi enviada pelo Ministério da Saúde e os municípios receberão de acordo com a necessidade apontada pelo registro de casos e atividades programadas.

A população deve ficar alerta aos focos (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

COMO COMBATER?

Não deixe água parada, destruindo os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evita sua procriação. Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d’água. Além de poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros. Tire a água de pratos de vasos de plantas e xaxins. E coloque areia fina até a borda do pratinho.

Além disso, as plantas que acumulam água, devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água. A planta deve ser regada no mínimo, duas vezes por semana. Retire também a água acumulada nas folhas. Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água, como  tampinha de garrafa, casca de ovo, latinhas e saquinho plástico de cigarro. E ainda, embalagem plástica e de vidro e copo descartável.

As garrafas vazias devem ser colocadas de cabeça para baixo. Os pneus velhos devem ser entregues ao serviço de limpeza urbana. Se precisar mantê-los, guarde-os em local coberto. E os cuidados não param por aí. A tampa do vaso sanitário deve ficar sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana.

OUTROS CUIDADOS

É importante retirar sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lavar com água e sabão. Conforme a Sesa, sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada. Além disso, mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d’água decorativos. Se puder, crie peixes nesses locais. Os peixes se alimentam das larvas dos mosquitos.

Ainda de acordo com a Sesa, lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana. Não esqueça de limpar frequentemente as calhas e a laje das casas. E coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água. Nas casas com piscinas, mantenha a água sempre tratada com cloro. Limpe uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos.

E por fim, mantenha o quintal limpo, recolha o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas. E ainda não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças. Conforme a Sesa, chame a limpeza urbana quando for necessário. Além disso, permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em sua residência ou estabelecimento comercial.

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